A convite de Landmark, Feserp usa tribuna da Câmara para cobrar esclarecimentos sobre recursos públicos ligados ao Banco Master

Landmark ao lado de Lilian, da Feserp, e assessores. Foto: Pedro Roque
Landmark ao lado de Lilian, da Feserp, e assessores. Foto: Pedro Roque

A diretora da Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Mato Grosso do Sul (Feserp-MS), Lilian Olivia Aparecida Fernandes, vai utilizar a tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande durante a sessão ordinária de quinta-feira (05), no espaço destinado à Palavra Livre, para cobra esclarecimentos e trazer alertas sobre possíveis impactos do colapso do Banco Master envolvendo recursos públicos.

A participação foi viabilizada pelo vereador Landmark Rios (PT). Por meio de requerimento encaminhado à Secretaria de Estado de Administração, a entidade pede a suspensão de consignações em favor do banco. A medida se deve a preocupações relacionadas ao superendividamento em massa de servidores, à movimentação de recursos e à eventual exposição de valores vinculados à administração pública municipal no banco que entrou em liquidação extrajudicial.

No documento, a Feserp-MS detalha uma série de questionamentos direcionados à Prefeitura de Campo Grande e aos órgãos responsáveis pela gestão financeira do município. Entre os pontos levantados, a entidade pede esclarecimentos sobre possíveis operações financeiras realizadas com o Banco Master, bem como a eventual existência de aplicações ou vínculos que possam ter exposto recursos públicos ao risco gerado pela quebra da instituição.

“No âmbito de Mato Grosso do Sul, veículos de imprensa têm noticiado que o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) aplicou valores expressivos em letras financeiras do Banco Master, sem proteção do Fundo Garantidor de Créditos, bem como que servidores municipais vêm ajuizando ações em número elevado contra o banco, relatando superendividamento ligado a operações consignadas. Ainda que este requerimento se dirija à Administração Estadual, é inegável que o quadro revela um padrão
de risco sistêmico envolvendo a instituição financeira Banco Master, tanto pela frente previdenciária quanto pela frente do crédito consignado, com repercussões diretas sobre a renda e a dignidade dos servidores ativos, aposentados e pensionistas”, afirma a Feserp.

O documento também destaca a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos e solicita que sejam apresentados dados oficiais sobre qualquer relação financeira entre o município e a instituição bancária, incluindo contratos, investimentos ou intermediações financeiras que possam ter ocorrido.

Para o vereador Landmark, a ida da diretora da federação à Câmara representa um momento importante em busca de esclarecimento ao servidores. “Estamos falando de um caso grave que envolve um banco que colapsou em meio a denúncias de fraude bilionária. Se houver qualquer relação com recursos públicos da nossa cidade, a população precisa saber exatamente o que aconteceu. A Câmara tem o dever de fiscalizar e cobrar transparência absoluta da prefeitura”, afirmou o parlamentar.

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