Após ofício de Landmark, diretor do DenaSUS confirma vinda a Campo Grande para tratar de auditoria na Saúde

Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde. Foto: Pedro Roque
Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde. Foto: Pedro Roque

O atual diretor do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), Rafael Bruxellas Parra, confirmou nesta quinta-feira (12) sua vinda para Campo Grande. A viagem ocorre após ofício encaminhado pelo vereador Landmark Rios (PT), solicitando apuração sobre a aplicação de recursos federais na saúde da Capital (ver abaixo).

O DenaSUS já havia informado oficialmente ao gabinete do parlamentar que realizaria auditoria nas contas da Secretaria Municipal de Saúde, após denúncia de possível desvio de R$ 156 milhões do Fundo Municipal de Saúde. A denúncia foi protocolada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) junto à 32ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), relatando ausência de extratos bancários e falta de informações detalhadas sobre a movimentação financeira da pasta.

Segundo os documentos apresentados pelo CMS, os recursos teriam sido utilizados para despesas alheias à saúde, o que configuraria desvio de finalidade. Além disso, há relatos de atraso no pagamento de fornecedores e prestadores de serviço, comprometendo o funcionamento da rede pública.

Landmark levou o caso à tribuna da Câmara Municipal e acionou o DenaSUS diante do cenário de colapso relatado por usuários e profissionais da saúde. “Estamos falando de recursos federais, dinheiro que deveria garantir atendimento digno à população. Não é possível que falte medicamento, falte médico e ainda haja suspeita de irregularidade na aplicação dos recursos. Transparência é obrigação”, afirmou o vereador.

Não é a primeira vez que o DenaSUS atua na Capital. Em abril de 2025, auditores do órgão estiveram em Campo Grande para verificar o extravio de prontuários médicos na rede municipal, após denúncias de desaparecimento de documentos clínicos. A nova visita amplia o foco das apurações para a gestão financeira dos recursos.

O Conselho Municipal de Saúde também solicitou acompanhamento do caso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público Federal (MPF).

Abaixo, ofícios trocados entre o Gabinete do Vereador e o DenaSUS

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