Auditoria nas contas da saúde de Campo Grande deve ser concluída em maio, informa DenaSUS ao vereador Landmark

Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde. Foto: Pedro Roque
Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde. Foto: Pedro Roque

A chefia do Serviço Nacional de Auditoria do SUS em Mato Grosso do Sul (DenaSUS/MS) informou ao vereador Landmark Rios (PT), por meio de ofício, que a auditoria nas contas do Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande ainda está em andamento e tem previsão de conclusão até a segunda quinzena de maio de 2026.

A informação foi encaminhada ao parlamentar por meio de ofício assinado pela chefe do Serviço Nacional de Auditoria do SUS em Mato Grosso do Sul (SEAUD/MS), Rose Mary Hidemi Nakasone, em resposta a um questionamento feito pelo vereador sobre o andamento das investigações. O pedido de informações foi protocolado por Landmark no mês passado, após a passagem por Campo Grande do diretor nacional do DenaSUS, Rafael Bruxellas Parra.

Além disso, o vereador já havia acionado o órgão anteriormente. Em setembro de 2025, Landmark encaminhou ao DenaSUS uma denúncia apresentada pelo Conselho Municipal de Saúde que apontava possível desvio de R$ 156 milhões de recursos da saúde no município.

O que diz o DenaSUS

Segundo o órgão fiscalizador, a auditoria ainda se encontra em fase analítica, após a etapa inicial de admissibilidade da demanda. Nesse período, foram realizadas atividades de planejamento, levantamento de informações e organização da documentação necessária para a análise técnica.

O DenaSUS informou ainda que a equipe de auditoria está analisando dados disponíveis nos sistemas oficiais e solicitou documentação complementar à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Após o recebimento e análise dessas informações, será realizada uma fase presencial da auditoria, prevista para ocorrer já na segunda quinzena de março de 2026.

Na sequência, será elaborado um Relatório Preliminar de Auditoria, que passará por trâmites internos de validação e será encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde para manifestação sobre eventuais irregularidades ou não conformidades identificadas. Somente após essa etapa e a análise das justificativas apresentadas, será produzido o Relatório Final de Auditoria, cuja conclusão está prevista para a segunda quinzena de maio.

Fiscalização e possível CPI da Saúde

Para o vereador Landmark, a conclusão do relatório será fundamental para esclarecer a aplicação dos recursos públicos da saúde na Capital e também para orientar decisões políticas dentro da Câmara Municipal. “Estamos acompanhando essa auditoria com muita atenção. A população sofre com falta de remédios nas unidades, consultórios odontológicos com compressores quebrados e estruturas que não conseguem atender a demanda. O dinheiro da saúde precisa ser aplicado com transparência e responsabilidade”, afirmou.

O parlamentar também destacou que o relatório final da auditoria poderá influenciar diretamente na discussão sobre a abertura de uma investigação legislativa. “Esse relatório vai trazer informações importantes. A partir dele, vamos analisar com muita responsabilidade se há elementos suficientes para apoiar ou não um pedido de CPI da Saúde na Câmara Municipal. O que não dá é para fechar os olhos diante dos problemas que a população enfrenta todos os dias”, completou.

Histórico de cobrança na área da saúde

A solicitação de informações ao DenaSUS faz parte de uma série de ações do vereador voltadas à fiscalização da saúde pública em Campo Grande. Desde o início do mandato, Landmark tem denunciado problemas recorrentes no sistema municipal, como a falta de medicamentos, dificuldades no atendimento nas unidades básicas de saúde e problemas estruturais em equipamentos utilizados pelos profissionais.

Além da fiscalização, o vereador também tem atuado para fortalecer o financiamento da área. Em articulação com parlamentares federais, Landmark ajudou a garantir mais de R$ 9,6 milhões em recursos para investimentos na saúde de Campo Grande, destinados à melhoria da estrutura e do atendimento à população.

Segundo o vereador, a fiscalização e a busca por recursos caminham juntas para melhorar o sistema. “Nosso mandato tem duas frentes claras, que é fiscalizar para que o dinheiro público seja bem aplicado e também buscar recursos para fortalecer a saúde. Quem depende do SUS precisa de atendimento digno, estrutura funcionando e medicamentos disponíveis”, afirmou.

OFÍCIO

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