
Durante audiência pública realizada na tarde desta sexta-feira (27), na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Landmark Rios (PT) cobrou do secretário municipal de Fazenda, Isaac José Araújo, atenção especial às assistentes de educação infantil e à política habitacional da Capital.
A audiência, promovida pela Comissão de Finanças e Orçamento, analisou a prestação de contas do Executivo referente ao terceiro quadrimestre de 2025, compreendendo os meses de setembro a dezembro.
Na condição de vice-presidente da Comissão, Landmark destacou que o momento é essencial para o trabalho de fiscalização do Legislativo e para a definição de prioridades orçamentárias. O vereador pediu que a Secretaria de Finanças reserve atenção orçamentária para as assistentes educacionais que atuam nas unidades da periferia.
“Tiveram alguns avanços o ano retrasado, o ano passado, mas muito aquém ainda. Está sendo organizado um novo edital, e eu peço que o senhor reserve um pouco do financeiro também para as nossas assistentes educacionais que cuidam de forma integral das nossas crianças na periferia de Campo Grande”, afirmou.
Landmark ressaltou que a categoria não reivindica valores elevados, mas melhores condições e reconhecimento pelo trabalho desempenhado. “Elas não querem muito. Elas querem condições mais dignas. São valores que, diante da arrecadação e da evolução financeira que a gente percebe no município, são possíveis de serem sinalizados com compromisso”, pontuou.
As assistentes de educação infantil vêm reivindicando melhorias salariais, valorização da função e adequação das condições de trabalho, argumentando que exercem papel fundamental no cuidado integral das crianças da rede municipal, especialmente nas regiões mais vulneráveis da cidade.
Habitação como prioridade
Outro ponto levantado pelo vereador foi a política habitacional. Landmark defendeu que a gestão trate a área como prioridade estratégica.
“A habitação tem que ser prioridade dessa gestão. Nós não podemos aceitar uma Campo Grande com mais de 220 ocupações e favelas. Precisamos nos dirigir a esses números”, declarou.
Ele lembrou que a Capital já viveu momento diferente no passado. “Tivemos uma experiência em Campo Grande, em 2011, com zero favelas. Hoje os números cresceram. Eu sei que existe pressão na educação, na saúde, na assistência, mas é necessário um olhar especial para a habitação”, afirmou.
O parlamentar destacou que a Comissão de Finanças tem trabalhado na alocação de recursos e sugestões na peça orçamentária para fortalecer a política habitacional no município.
Em sua manifestação, o secretário Isaac José Araújo afirmou que todas as áreas são importantes dentro do orçamento municipal e que há limites fiscais que precisam ser respeitados. “Eu penso que todas as áreas são importantes. Todas as pastas têm a sua funcionalidade e sua política. Na educação foi investido 32% do orçamento. Não temos como avançar muito além disso sem que outras áreas sejam impactadas”, explicou.
Prestação de contas
Durante a audiência, a Secretaria de Fazenda detalhou dados de arrecadação, despesas e execução orçamentária do terceiro quadrimestre de 2025. Segundo o Executivo, a maior parte dos investimentos no período foi destinada à educação, dentro do esforço de equilíbrio fiscal adotado pela gestão.
Para Landmark, o momento reforça o papel fiscalizador da Câmara. “Esses dados são norteadores da atuação dos vereadores. É a partir deles que podemos verificar se as contas estão sendo cumpridas e onde precisamos priorizar recursos”, concluiu.



