
O vereador Landmark Rios desembarcou nesta terça-feira (10) em Brasília (DF) para cumprir uma série de agendas institucionais voltadas à captação de recursos e à viabilização de políticas habitacionais destinadas às favelas de Campo Grande. A viagem tem como foco principal a articulação junto ao Ministério das Cidades, à Secretaria-Geral da Presidência da República, comandada pelo ministro Guilherme Boulos, e à bancada federal de Mato Grosso do Sul, em busca de emendas parlamentares.
“Essa agenda em Brasília é estratégica. Estamos falando de garantir dignidade, moradia e direitos básicos para quem vive nas favelas de Campo Grande. Não é discurso, é trabalho técnico e articulação política para tirar projetos do papel”, afirmou Landmark.
Por conta dos compromissos previamente agendados na capital federal, o vereador não participou da sessão da Câmara Municipal que votou o veto da prefeita ao projeto que derrubava o aumento taxa do lixo, aprovado recentemente pelo Legislativo e vetado pela prefeita Adriane.
Segundo Landmark, a ausência não foi por falta de posicionamento, mas por uma coincidência de datas causada por sucessivos adiamentos da matéria. O parlamentar ressaltou que o projeto já poderia ter sido votado ao menos duas sessões antes, período em que ele estava presente para votar pela derrubada do veto, conforme vinha manifestando publicamente. No entanto, a proposta acabou sendo adiada duas vezes, fazendo com que a votação coincidisse com a agenda externa já confirmada em Brasília.
Agenda
A agenda no Distrito Federal é resultado direto da visita do ministro Guilherme Boulos a Campo Grande, realizada na semana passada, quando o ministro esteve a convite de Landmark na favela Cidade dos Anjos, no Lageado, e se comprometeu a avançar no diálogo sobre regularização fundiária e políticas habitacionais. A partir desse encontro, foram abertas frentes técnicas entre o mandato do vereador e os ministérios envolvidos.
Durante a passagem por Brasília, Landmark deve se reunir com técnicos do Ministério das Cidades, com equipes do ministério comandado por Boulos e com deputados e senadores da bancada federal, buscando recursos, emendas e encaminhamentos concretos para projetos de urbanização, regularização fundiária e moradia popular. Duas áreas, uma nas proximidades do aeroporto e outra na Vila Nasser, podem abrigar juntas até 600 moradias populares.
Todo esse movimento, segundo o vereador, tem origem na audiência pública realizada em 14 de novembro, na Câmara Municipal, que debateu a regularização das favelas de Campo Grande e reuniu moradores, movimentos sociais, técnicos e representantes do poder público. A audiência consolidou um diagnóstico das áreas e deu base política e técnica para as articulações que agora avançam em nível federal.
“A audiência foi o ponto de partida. O que estamos fazendo agora é dar sequência, transformar aquele debate em ações concretas. Habitação não se resolve com promessa, se resolve com projeto, recurso e decisão política”, concluiu Landmark.



