Em visita ao Egídio Brunetto, Landmark reforça apoio à agricultura familiar e critica privatização da saúde

Evento foi realizado neste domingo. Foto: Pedro Roque
Evento foi realizado neste domingo. Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) participou, no domingo (12), de uma ação no acampamento Egídio Brunetto, em Campo Grande, acompanhando atividades do projeto “Fortalecer para Florescer”, desenvolvido pelo IBISS-CO (Instituto Brasileiro de Inovações pró-Sociedade Saudável – Centro-Oeste).

A iniciativa conta com apoio de emenda parlamentar da deputada estadual Gleice Jane (PT), articulada pelo mandato do vereador, e tem como foco a formação e organização de famílias acampadas.

Nesta etapa, a ação foi voltada à capacitação em segurança alimentar e agricultura familiar, reforçando a importância do preparo técnico e da construção coletiva para quem luta pelo direito à terra.

Para Nilda da Silva Pereira, representante do IBISS-CO, o trabalho vai além da formação prática.

“O projeto ‘Fortalecer para Florescer’ busca preparar as pessoas que futuramente serão assentadas, tanto tecnicamente quanto no aspecto da coletividade. Trabalhamos muito a ideia de organização, de trabalho em grupo e de construção conjunta, que é essencial para a luta e para a vida no assentamento”, explicou.

Durante a visita, Landmark destacou que investir em conhecimento ainda no período de acampamento é fundamental para garantir autonomia e dignidade às famílias.

“A gente está falando de pessoas que querem produzir, trabalhar e viver com dignidade. Quando você leva formação, você fortalece a agricultura familiar, fortalece a soberania alimentar e fortalece o futuro dessas famílias”, afirmou.

Defesa do SUS e crítica à privatização

Além da agenda voltada à agricultura familiar, o vereador também reforçou sua posição contrária à privatização da saúde, tema que tem mobilizado o mandato nas últimas semanas.

Segundo ele, o fortalecimento de políticas públicas passa pelo investimento direto no povo, seja no campo ou na cidade.

“O que a gente defende é um Estado presente, que garanta direitos. Assim como a gente luta pela terra e pela produção de alimentos, a gente também defende uma saúde pública forte, com atendimento digno. Saúde não pode virar negócio”, pontuou.

Entenda a proposta de terceirização

Atualmente, a Prefeitura de Campo Grande estuda a implantação de um modelo de gestão terceirizada em unidades de saúde, por meio de Organizações Sociais (OSs).

A proposta prevê que entidades privadas passem a administrar unidades públicas, como os centros de saúde dos bairros Tiradentes e Aero Rancho, com contratos baseados em metas e indicadores de desempenho.

Segundo o Executivo, o objetivo é dar mais agilidade à gestão, reduzindo burocracias em contratações e compras, além de melhorar indicadores como tempo de espera e produtividade.

Por outro lado, críticos apontam riscos como a perda de controle público sobre os serviços, a precarização das condições de trabalho e o foco excessivo em metas, em detrimento do cuidado humanizado.

O debate segue em andamento na Câmara Municipal, com participação de entidades, servidores e usuários do SUS, enquanto o mandato do vereador Landmark Rios reforça a mobilização em defesa do sistema público.

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