
Moradores do Jardim Itamaracá realizaram um protesto na tarde desta sexta-feira (13) para cobrar a conclusão das obras da UBSF Edson Quintino Mendes, unidade de saúde da família que está em reforma e permanece fechada há quase três anos.
O vereador Landmark Rios (PT) esteve no local acompanhando a mobilização e conversou com moradores que relataram dificuldades para acessar atendimento básico de saúde desde o início das obras.
A reforma da unidade teve início com prazo de execução de 180 dias, conforme placa da própria Prefeitura no local. O investimento previsto é de R$ 428.675,00, com recursos do município. A previsão inicial indicava conclusão em março de 2024, mas a obra ainda não foi entregue.
Segundo informações apuradas, mais de 70% da reforma já foi executada, mas o serviço permanece sem conclusão.
Durante a visita, Landmark afirmou que irá oficiar o Executivo municipal solicitando explicações detalhadas sobre o atraso, além de cobrar um cronograma claro para a entrega da unidade.
“O posto de saúde é um serviço essencial para a comunidade. A população do Itamaracá não pode ficar tantos anos sem atendimento básico. Vamos encaminhar um ofício pedindo informações sobre o andamento da obra e cobrando uma solução para que a unidade seja entregue o mais rápido possível”, afirmou o vereador.
Moradores relatam dificuldades sem atendimento

Durante a manifestação, moradores relataram que a paralisação da unidade tem causado transtornos para quem depende do atendimento do SUS.
A aposentada Maria Pereira da Silva, de 70 anos, moradora do bairro há 37 anos, disse que a ausência da unidade de saúde tem impactado diretamente a vida de quem precisa de acompanhamento médico.
“Tem 37 anos que eu moro aqui. A gente precisa do posto de saúde. Minha pressão sobe, meu filho precisa me levar para a UPA. Já tive até derrame. A gente precisa de atendimento perto de casa”, afirmou.
Outra moradora, Rosemeire Luciano dos Santos Barbosa, também destacou as dificuldades enfrentadas principalmente pelos idosos da região.
“Eu tenho pais idosos, sogro idoso e muitos amigos que precisam da unidade de saúde. Quem tem carro consegue ir em outra unidade, mas quem não tem precisa pegar ônibus ou pagar Uber. Tem gente que sai cinco horas da manhã de casa para conseguir atendimento”, relatou.
Segundo ela, a mobilização busca apenas uma resposta do poder público.
“Estamos lutando pelo direito do povo. A população precisa de uma resposta. A obra está parada há mais de dois anos e a gente precisa que essa unidade volte a funcionar”, afirmou.



