
As assistentes de educação infantil de Campo Grande se reuniram na quinta-feira (29), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social no MS (SINTSSMS), para discutir reivindicações da categoria e denunciar condições consideradas precárias de trabalho. O encontro contou com a participação do vereador Landmark Rios (PT) e da vereadora Luíza Ribeiro (PT), que ouviram os relatos e se comprometeram a atuar na mediação com o Executivo municipal.
Entre os principais pontos apresentados pelas trabalhadoras estão o reajuste salarial, com pedido de elevação do vencimento para R$ 2.500, a concessão de vale-alimentação de R$ 300, o cumprimento da lei do atestado de acompanhante, a correção do enquadramento funcional da categoria, a revisão das atribuições exercidas nas unidades e a redução da superlotação de crianças em salas pequenas, inclusive com alunos com deficiência.
Um dos temas centrais da reunião foi o enquadramento publicado no Diário Oficial que classifica as assistentes de educação infantil como monitores de alunos, nomenclatura que, segundo a categoria, não corresponde às atividades que exercem no dia a dia. As trabalhadoras defendem que o cargo de assistente de educação infantil seja reconhecido formalmente, inclusive no concurso público prometido pela Prefeitura desde 2023.
Além das questões salariais, as profissionais relataram situações de desvio de função, como exigência de elaboração de planejamento pedagógico e diários, atribuições típicas do magistério, além de episódios de assédio, perseguição e pressão psicológica em algumas unidades. Também foi destacada a dificuldade de garantir condições adequadas de atendimento diante da superlotação, com salas pequenas abrigando até 30 ou mais crianças.
Durante a reunião, as assistentes alertaram que, caso não haja avanço no diálogo com o poder público, a categoria poderá paralisar as atividades no dia 9 de fevereiro, o que impactaria diretamente o funcionamento das creches e a rotina de milhares de famílias que dependem do serviço.
Ao se manifestar, o vereador Landmark Rios afirmou que conhece de perto a realidade das escolas e demonstrou solidariedade à luta da categoria.
“Eu atuei como professor de História, sei o que é uma sala de aula e sei que nada funciona sem quem está na base do cuidado e do atendimento diário. Uma sala de aula não é fácil. A luta das assistentes é legítima e podem contar comigo para ajudar no que for possível”, afirmou.
Landmark também informou que irá articular reuniões com o secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt, e com a Secretaria Municipal de Administração e Inovação, comandada por Andréa Alves Ferreira Rocha, com o objetivo de buscar encaminhamentos concretos para as demandas apresentadas.
As assistentes de educação infantil também confirmaram participação em uma reunião na Câmara Municipal na próxima terça-feira (3), às 9h, onde pretendem reforçar o pedido de diálogo, valorização profissional e reconhecimento das atribuições exercidas nas unidades de ensino.



