
A venda do Consórcio Guaicurus para o grupo HP Mobilidade, de Goiânia, avançou após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas ainda depende da manifestação da Prefeitura de Campo Grande para a transferência do controle. Enquanto o futuro da concessionária é discutido, passageiros continuam esperando melhorias no transporte coletivo. Para o vereador Landmark Rios, a prioridade deve ser garantir transparência nas decisões e agilidade nas medidas que assegurem melhores condições nos ônibus e no atendimento à população.
Outro ponto de atenção é a disputa em torno da tarifa técnica de R$ 7,79. Nesta quarta-feira (14), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou novo recurso do consórcio e manteve o entendimento de que não existe decisão judicial que obrigue a aplicação desse valor. A tarifa técnica corresponde ao custo de remuneração do serviço, não necessariamente ao preço pago diretamente pelo passageiro. Além disso, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) marcou o julgamento de 28 recursos administrativos relacionados ao transporte coletivo, a maioria envolvendo infrações registradas entre 2014 e 2022, incluindo falhas no cumprimento de horários e problemas operacionais.
A mudança de controle da empresa não pode representar apenas uma troca de proprietários, mas precisa se traduzir em melhorias para os usuários. O processo de venda segue com valores mantidos sob sigilo, enquanto a Prefeitura ainda precisa se manifestar sobre a negociação. Landmark defende que a população tenha acesso às informações sobre a situação do sistema, as responsabilidades da nova administração e as medidas previstas para melhorar a frota, a manutenção, os horários e o conforto dos passageiros. Com ônibus em melhores condições, ar-condicionado e mais regularidade nas viagens, o transporte coletivo poderá responder melhor às necessidades de quem depende dele diariamente.



