Landmark defende programas sociais e valorização do trabalhador junto a superintendente do MTE

Vereador Landmark durante sessão na Câmara Municipal. Foto: Pedro Roque
Vereador Landmark durante sessão na Câmara Municipal. Foto: Pedro Roque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (24), a Câmara Municipal de Campo Grande recebeu o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, Alexandre Cantero, que apresentou os Programas de Empregabilidade de Imigrantes e o “Espaço Saber”, iniciativa voltada à capacitação de pessoas que chegam ou já residem no Estado em busca de oportunidades no mercado de trabalho.

O projeto, realizado em parceria com a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) e o Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul), já atendeu imigrantes de 16 nacionalidades diferentes. 

“Trata de auxiliar o setor produtivo em Mato Grosso do Sul e proteger quem chega em situação de vulnerabilidade”, afirmou o superintendente. Segundo ele, apenas no ano passado o Estado registrou cerca de 25 mil vagas de trabalho em aberto, evidenciando a necessidade de mão de obra qualificada.

Além da qualificação profissional, o projeto conta com a Sala do Migrante, que auxilia na emissão de documentos com apoio da Polícia Federal e da Receita Federal. O Espaço Saber oferece aulas de Língua Portuguesa, superando uma das principais barreiras enfrentadas pelos imigrantes na busca por emprego.

Cantero destacou ainda que as ações contribuem para o combate ao trabalho infantil e à prevenção de situações análogas à escravidão, além de fortalecer o setor produtivo do Estado. “Buscamos integrar as pessoas que chegam a Mato Grosso do Sul através da empregabilidade”, resumiu.

Durante a sessão, o vereador Landmark Rios (PT) elogiou a atuação do superintendente e reforçou a importância de políticas públicas estruturadas voltadas à inclusão produtiva.

“O doutor Alexandre Cantero realiza um trabalho relevante à frente da superintendência, dando visibilidade a um programa que promove empregabilidade e inclusão. Isso é fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

O vereador também ressaltou que programas sociais não podem ser apontados como responsáveis pela dificuldade de contratação no mercado de trabalho, como tem sido amplamente comentado por parte da classe patronal. Segundo ele, é equivocado atribuir a políticas de proteção social a responsabilidade pela escassez de mão de obra.

“Não podemos transformar programas sociais em vilões. O desafio passa também pela valorização do trabalhador. Quem estuda, se qualifica e se prepara precisa ser reconhecido com remuneração justa e condições dignas de trabalho”, pontuou.

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