Landmark destaca assinatura de 44 contratos de habitação no total de R$ 4,2 milhões para assentados de MS

Assinaturas ocorreram na manhã desta segunda-feira. Foto: Pedro Roque
Assinaturas ocorreram na manhã desta segunda-feira. Foto: Pedro Roque

A sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Campo Grande, foi palco nesta segunda-feira (23) da assinatura dos primeiros 44 contratos de crédito para instalação na modalidade Habitação para famílias assentadas da reforma agrária em Mato Grosso do Sul. O total investido é de R$ 4.290.000,00, recursos do governo federal destinados à construção de moradias rurais em seis municípios do estado. O vereador Landmark Rios (PT) acompanhou o evento e destacou a importância de políticas públicas como essa para as famílias que vivem nos assentamentos do estado.

Os 44 contratos beneficiam assentamentos em Tacuru, com uma unidade no assentamento Água Viva; Paranhos, com 19 unidades distribuídas entre os assentamentos Cabeceira, São Cristóvão e Vicente de Paula; Caracol, com 9 unidades nos assentamentos Caracol e Tupaceretã; Itaquiraí, com 4 unidades nos assentamentos Itaquiraí e Santo Antônio; Corumbá, com 6 unidades no assentamento São Gabriel; e Amambai, com 5 unidades no assentamento Magno de Oliveira. Cada casa tem valor de R$ 97 mil, e o beneficiário pagará apenas 6% do valor total durante três anos após receber o imóvel.

A secretária-geral da CUT-MS e diretora da Sala da Terra Cidadã, Dilma Gomes da Silva, celebrou a assinatura e contextualizou o que os contratos representam para as famílias assentadas. “Aqui no Incra hoje aconteceu a assinatura das 44 primeiras casas que o movimento está construindo. É do governo federal, do nosso governo Lula, que entrega casas, moradia com dignidade através de suas comunidades e lideranças”, disse Dilma, que também projetou os números para o restante do ano. “Podemos chegar a ter até 1.200 casas ainda esse ano, dependendo da classificação de cada entidade e do esforço.”

A dirigente também explicou o modelo de financiamento que torna o programa acessível. “A casa custa R$ 97 mil e a pessoa vai pagar durante três anos somente 6% desse valor ao ano após receber. Isso não é uma construção de casa onde a pessoa vai lá e fica devendo. É um auxílio para o povo, é o dinheiro do governo federal sendo colocado nas famílias assentadas rurais. É a política social verdadeira que chega na ponta.”

Para o vereador, ver políticas como a assinatura de contratos habitacionais para assentados sendo executadas em Mato Grosso do Sul reforça a importância de continuar pressionando para que benefícios como esses cheguem também às famílias acampadas e assentadas da capital. “Esse é o tipo de política pública que transforma a vida de quem lutou pela terra e conquistou seu espaço. Campo Grande tem mais de 2 mil famílias acampadas esperando pela terra. Vou continuar lutando para que os assentados da nossa capital também sejam contemplados com programas como esse, que garantem moradia digna e condições reais de produção”, declarou Landmark.

Desde o início de seu mandato, o parlamentar visitou acampamentos e assentamentos, participou de reuniões no Incra e com a bancada federal, defendeu a ampliação do Cinturão Verde de Campo Grande para assentar entre 600 e 700 famílias no entorno da capital, e na semana passada acompanhou de perto as articulações que trouxeram o presidente nacional do Incra, César Aldrighi, a Campo Grande para dialogar com os movimentos sociais. No sábado, entregou pessoalmente ao presidente do Incra um ofício solicitando prioridade e celeridade nas ações de reforma agrária no estado, com ênfase especial no município de Campo Grande.

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