
O vereador Landmark Rios (PT) participou, nesta segunda-feira (2), no Teatro da Faculdade Insted, do lançamento do Programa de Agroindustrialização da Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, iniciativa articulada pelo deputado estadual Zeca do PT com apoio dos deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT). Ao todo, serão quase R$ 10 milhões em investimentos para fortalecer a produção e agregar valor à agricultura familiar no Estado.
Para o vereador, a agroindustrialização é um passo estratégico para garantir renda e autonomia às famílias do campo. Desde o início do seu mandato, Landmark tem intensificado a defesa da agricultura familiar. Ele luta pela reforma agrária e pela implantação de um cinturão verde para assentar mais de 600 famílias em Campo Grande. Além disso, é autor do projeto que cria o Selo da Agricultura Familiar, garantindo certificação ao produtos locais.
“A agroindústria familiar é estratégica dentro da agricultura familiar, pois ela agrega valor. Ela aumenta a renda, transforma os produtos primários em produtos processados e de qualidade. Você acaba agregando valor, aumentando o valor final desses produtos e garantindo lucro certo para as famílias. A agricultura familiar é voltada à gestão familiar e focada na produção. Isso vai fortalecer e engrandecer a economia local das cooperativas, das associações, dos nossos assentamentos. Parabéns ao deputado Zeca, Camila e Vander, a todos que pensaram esse momento para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul”, afirmou.

O programa prevê seis linhas de ação: aquisição de equipamentos para agroindústrias, cursos de capacitação, seminários voltados ao acesso ao crédito (Pronaf), perfuração de poços artesianos com energia fotovoltaica, apoio tecnológico e adequação à legislação sanitária. As agroindústrias contempladas atuam principalmente nos eixos de leite e derivados, panificação, mel, mandioca e frutas.
Durante o evento, o deputado estadual Zeca do PT destacou o simbolismo da iniciativa. “Agregar valor naquilo que essa gente da agricultura familiar produz significa renda. E renda significa cidadania.”
Zeca também reforçou que a reforma agrária não se esgota na conquista da terra. “A luta pela terra não se esgota na conquista do lote. A reforma agrária precisa de investimentos, de estrada, casa, água, luz, assistência técnica, crédito e políticas de comercialização.”
A superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marina Nunes Viana, enfatizou o impacto direto nas mais de 30 mil famílias assentadas no Estado. “Pensar na agroindústria é pensar o desenvolvimento de cada uma das mais de 30 mil famílias assentadas. A agricultura familiar é responsável pela produção do alimento saudável que chega à mesa da sociedade”.
Já a deputada federal Camila Jara destacou a necessidade de estruturar toda a cadeia produtiva. “Dar a terra não é suficiente. É preciso garantir água, melhorar a estrada e produzir agroindústrias para que vocês possam devolver para a sociedade alimentos de qualidade”, disse ela aos produtores presentes.
O deputado federal Vander Loubet ressaltou a importância de investir em toda a cadeia. “É esse conjunto, essa cadeia toda, que vai fazer a gente agregar valor e dar renda aos nossos agricultores familiares.”
Representando as comunidades tradicionais, a quilombola Lucineia de Jesus Domingos Gabilon, presidente da Associação Comunidade Quilombola Chácara Buriti, reforçou a importância prática da iniciativa. “Os pequenos produtores sabem produzir. Às vezes se tem uma perda muito grande. Essas vertentes da agroindústria vêm ao encontro das necessidades dos produtores, industrializando seus produtos e inserindo no mercado, inclusive na merenda escolar”, destacou.



