
O vereador Landmark Rios (PT) intensificou a mobilização contra a proposta de terceirização da saúde pública em Campo Grande e convocou trabalhadores e usuários do SUS para participarem da audiência pública que será realizada na próxima quinta-feira (9), às 14h, na Câmara Municipal.
O chamado foi feito nesta segunda-feira (06), após reunião com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem do Município (SINTE/PMCG), Ângelo Macedo, que reforçou o convite à categoria e à população.
“Quero pedir a você, profissional de enfermagem, técnico e enfermeiro: participe da audiência pública que vai debater a privatização da saúde. Também estamos disponibilizando um abaixo-assinado para que todos possam se posicionar contra essa proposta”, afirmou Ângelo.
O vereador também convocou diretamente a população para o debate. “Todos estão convidados, usuários do SUS, técnicos, enfermeiros. Quinta-feira, dia 9, na Câmara Municipal. Vamos fazer um grande debate em defesa do SUS e contra a privatização. Venha e ajude a defender o SUS, que é nosso”, disse Landmark.
Abaixo-assinado já ultrapassa mil assinaturas
Como parte da mobilização, o mandato lançou um abaixo-assinado contra a terceirização da saúde, que já ultrapassa mil assinaturas. A iniciativa busca pressionar o poder público e dar voz aos trabalhadores e usuários do sistema, diante da possibilidade de entrega da gestão de unidades para Organizações Sociais (OS).
“Estamos pedindo a sua assinatura. Compartilhe com familiares, amigos. Precisamos mostrar que a população é contra a privatização da saúde em Campo Grande”, reforçou Ângelo.
Proposta prevê terceirização de unidades e corte de custos
A Prefeitura estuda terceirizar a gestão de 12 unidades básicas de saúde, 2 UPAs e 2 Centros Regionais de Saúde, sob a justificativa de reduzir gastos e adequar o município à Lei de Responsabilidade Fiscal. A ação teria início com os CRSs do Tiradentes e Aero Rancho.
A principal aposta da gestão seria a diminuição da folha de pagamento, com a transferência da administração para entidades privadas. Desde o mês passado, Landmark tem se posicionado de forma firme contra a proposta.
“Nós somos contra essa gambiarra que querem fazer nas unidades de saúde, como no Tiradentes e no Aero Rancho. Não vamos permitir a entrada de OS no nosso SUS”, afirmou.
O vereador alerta que a terceirização pode trazer uma série de consequências negativas para a população e para os trabalhadores da saúde. Entre os principais riscos estão: redução de profissionais e corte de plantões; pressão por metas e queda na qualidade do atendimento; aumento de custos ao longo do tempo com contratos e reajustes; dependência do município em relação a empresas privadas; e perda de controle público sobre o sistema.
“Nosso compromisso é com o SUS de Campo Grande, do Mato Grosso do Sul e do Brasil. A saúde pública não pode ser tratada como mercadoria”, reforçou.
Landmark também tem defendido que o debate sobre a saúde precisa ir além da terceirização. Segundo ele, apenas em 2025, Campo Grande recebeu cerca de R$ 1,2 bilhão do Governo Federal para a saúde, o que demonstra que o principal problema não é falta de recurso, mas sim de gestão.
Além disso, o vereador tem atuado diretamente para fortalecer a rede pública, articulando mais de R$ 9,6 milhões em investimentos, com recursos viabilizados pelo deputado federal Vander Loubet, senador Nelsinho Trad, deputada estadual Gleice Jane e deputado estadual Pedro Kemp.
Os valores foram destinados para compra de medicamentos, equipamentos e melhoria das unidades.



