
Nesta quarta-feira (18), equipes da SISEP (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) realizaram operações de limpeza em comunidades vulneráveis de Campo Grande, a pedido do vereador Landmark Rios (PT) e como desdobramento direto das articulações iniciadas em novembro do ano passado.
As ações desta quarta-feira aconteceram simultaneamente na Comunidade Esperança, no Teruel, na Esperança do Jardim Noroeste, onde estão sendo realizadas coleta de lixo, limpeza de vias e organização geral do espaço. Audria Aparecida Santos, moradora da comunidade Esperança no Jardim Noroeste, não escondeu o alívio ao ver os serviços chegando. Para ela, a limpeza é pequena frente ao que ainda falta, mas já significa muito.
“É muito bom. Minha mãe está doente e essa ação é muito importante, porque tem rato, tem escorpião, tem cobra. Isso aqui é um serviço muito significante para nós”, disse a moradora, que também revelou o sonho que carrega junto à luta por moradia digna. “Minha mãe está precisando de oxigênio e eu não tenho condições. Eu precisava logo de uma moradia digna. Mas vou entregar na mão de Deus.”
Audiência deu visibilidade às favelas

As ações desta semana têm na audiência pública realizada pelo vereador Landmark em 14 de novembro de 2025, na Câmara Municipal, considerada um dos momentos mais representativos do mandato e uma das discussões mais significativas sobre habitação popular já realizadas em Campo Grande.
O encontro reuniu moradores de diversas comunidades, movimentos sociais e representantes do poder público, colocando pela primeira vez famílias de áreas de ocupação frente a frente com autoridades municipais para discutir regularização fundiária e melhorias nas condições de vida. A audiência marcou um ponto de reflexão: Campo Grande, que por anos insistiu em fingir que não tinha favelas, foi obrigada a olhar para elas.
A partir dali, Landmark passou a articular uma série de agendas institucionais junto à Prefeitura e a órgãos como Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, IBGE, Correios, Defesa Civil e diversas secretarias municipais, buscando encaminhar ações emergenciais nas comunidades, entre elas, exatamente estas operações de limpeza que chegam agora.
Uma agenda que foi além da audiência
A articulação pelo direito à moradia digna não parou em novembro. Em fevereiro deste ano, Landmark conduziu o ministro Guilherme Boulos em visita à favela Cidade dos Anjos, na região do Lageado, onde foram discutidas possibilidades de destinação de áreas da União para projetos habitacionais em Campo Grande, uma área em frente ao aeroporto e outra na região da Vila Nasser.
Em março, o vereador protocolou o projeto que propõe que o município destine 1% da Receita Corrente Líquida às políticas habitacionais, um salto em relação aos apenas 0,54% que Campo Grande destinava ao setor. Entre as ações que poderiam ser financiadas estão construção de unidades habitacionais para famílias de baixa renda, regularização fundiária urbana, urbanização de assentamentos precários e programas de locação social.
Também encaminhou ao Executivo sugestões para atualização do marco temporal da regularização fundiária em Campo Grande, buscando garantir que ocupações surgidas após 2016 possam ser incluídas em programas de regularização, ampliando a segurança jurídica para milhares de famílias.
“Habitação não é apenas construir casas. É garantir dignidade, infraestrutura, endereço, acesso a serviços públicos e oportunidade para que as famílias possam viver com segurança. Essa limpeza que chega hoje nas comunidades é um passo. Pequeno frente ao que essas famílias merecem, mas concreto “, afirmou Landmark.



