Landmark participa do ‘Maria da Penha vai à Roça’ e defende garantia de direitos e proteção às mulheres do campo

Vereador durante evento realizado domingo. Foto: Pedro Roque
Vereador durante evento realizado domingo. Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) participou no domingo (01) do evento “Maria da Penha vai à Roça – Banco Vermelho”, realizado no Acampamento Ercília Ozório, em Campo Grande. A ação levou para o campo o debate sobre violência contra a mulher, feminicídio zero e a importância da denúncia pelo 180.

Durante o encontro, Landmark fez um relato pessoal que serviu para destacar como os tempos mudaram, e como é fundamental garantir autonomia e dignidade às mulheres.

“Lá na fazenda, há muitos anos atrás, meu pai começou a passar muito mal. Começou a vomitar e sentir uma grande cólica. Só estavam os dois lá, meu pai e minha mãe, e eram 120 km até Campo Grande. Minha mãe falou: ‘Vamos para Campo Grande’. Ele respondeu: ‘Não consigo dirigir’. E ela disse: ‘Entra aí no carro’. Foi naquele dia, no meio da dor do meu pai, que ele descobriu que minha mãe sabia dirigir. Ela trouxe ele até a Santa Casa e salvou a vida dele”, relatou.

O vereador lembrou que seu pai era de uma geração em que o ‘CPF era apenas do homem’. “Meu pai era de uma geração em que o CPF era só do homem. A mulher não tinha CPF. Minha mãe por muitos anos usou o CPF dele”.

Ao resgatar essa história, Landmark reforçou que hoje os tempos são outros e que os avanços precisam continuar. Para ele, reconhecer o valor da mulher, garantir seus direitos e preservar sua segurança é um dever da sociedade e do poder público. “Nós precisamos preservar a dignidade, a autonomia e a segurança das mulheres, seja na cidade ou no campo”, destacou.

A deputada federal Camila Jara também falou sobre autoestima e autonomia feminina, lembrando que nenhuma mulher deve permitir que outros definam seu valor. “Contra qualquer tipo de violência que a gente sofrer e que ninguém vai dizer qual é o nosso valor. Que nós podemos ser o que a gente quiser, independente do que aconteça”

Já Adriane da Silva Soares, conhecida como Adriane Quilombola, reforçou o simbolismo do Banco Vermelho, instalado como marco permanente de conscientização. “A importância do Banco Vermelho é que ajuda-nos a olhar, refletir e falar sobre uma coisa que não se fala. A violência doméstica é silenciosa. Muitas vezes não é uma violência física, mas psicológica, moral. E ao falar, a pessoa não se sente sozinha. Ela se sente em rede e protegida.”

O Banco Vermelho traz mensagens como “Sentar e refletir. Levantar e agir” e “A violência contra a mulher não pode ser invisível. Ligue 180”, reforçando o compromisso coletivo com o enfrentamento ao feminicídio.

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