Landmark rebate ataques: ‘Quem não tem trabalho para mostrar tenta desgastar quem construiu espaço’

Vereador durante evento do PT no interior. Foto: Pedro Roque
Vereador durante evento do PT no interior. Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) se manifestou nesta quarta-feira (18) após questionamentos internos e externos, bem como uma representação disciplinar, envolvendo sua ausência na votação do veto ao projeto que barrava o aumento da taxa do lixo em Campo Grande. Em nota, o parlamentar afirmou que há uma tentativa clara de desgastar sua imagem política a partir de um fato isolado, ignorando sua trajetória e atuação ao longo do mandato.

A votação, realizada na semana passada, analisava o veto do Executivo ao projeto aprovado pela Câmara que suspendia o aumento da taxa. Landmark não participou da deliberação por estar em Brasília cumprindo agenda institucional previamente marcada, em busca de recursos para habitação, saúde e políticas públicas voltadas às comunidades mais vulneráveis da Capital. Segundo ele, houve tentativa de participação remota, mas questões técnicas impediram sua conexão no momento da votação.

Ao comentar a repercussão, o vereador afirmou compreender que questionamentos fazem parte da vida pública, mas classificou como desproporcional o uso do episódio para atacar sua trajetória. “Há uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão usando um fato isolado para tentar arranhar a minha história e descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas que defendo desde o primeiro dia”, declarou.

Landmark destacou que sempre votou alinhado à bancada e às instâncias partidárias quando houve orientação coletiva e reforçou que nunca deixou de defender as bandeiras históricas do campo político ao qual pertence. “Sempre estive na linha de frente da oposição ao Executivo Municipal. Fui um dos que reforçaram as denúncias sobre possíveis irregularidades na saúde, encaminhei ofício ao DenaSUS pedindo auditoria, cobrei transparência, apresentei projetos de interesse da população, como o Ar no Busão, e atuei firmemente na defesa da agricultura familiar, da reforma agrária e das comunidades que muitas vezes não têm voz”, pontuou.

O parlamentar também ressaltou que, ao longo de 2025, foi um dos vereadores mais atuantes da Câmara Municipal, com forte presença nas bases e destaque na apresentação de emendas ao orçamento, buscando recursos para diferentes regiões da cidade. Além disso, assumiu protagonismo ao dar voz às favelas e esteve no DF em busca de apoio para moradias populares.

Para ele, o momento político contribui para o acirramento das disputas internas. “Estamos às vésperas de articulações importantes. Não é segredo que meu nome vem sendo lembrado para novos desafios. Quem não tem trabalho para apresentar muitas vezes tenta enfraquecer quem construiu espaço com atuação concreta”, afirmou.

Apesar do desgaste, Landmark disse estar tranquilo quanto à sua trajetória. “Confio no meu mandato, na minha coerência e no trabalho que tenho realizado. Sempre estive ao lado da população e continuarei focado em buscar soluções reais para Campo Grande. O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar”, concluiu.

Nota na íntegra

Há, sim, uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão pegando um fato isolado dentro de toda a minha trajetória política para tentar arranhar a minha história e descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas do PT.

Estamos às vésperas de um pleito importante. Não é segredo para ninguém que meu nome vem sendo ventilado para uma eventual pré-candidatura. Também não é segredo que, nas últimas pesquisas, tenho sido lembrado para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Em 2025, fui um dos parlamentares mais atuantes da Câmara Municipal de Campo Grande e o vereador que mais apresentou emendas ao orçamento, buscando recursos e melhorias concretas para a cidade.

Sempre votei alinhado à Executiva Estadual, ao Diretório Municipal e à bancada do PT na Câmara. Nunca me furtei de defender as ideias do partido, a dignidade do nosso campo político e o respeito aos meus colegas de bancada. Da mesma forma, sempre fui compreensivo quando houve divergências internas. Divergência faz parte da democracia. Ataque pessoal não.

Fui linha de frente na oposição ao Executivo Municipal. Reforcei denúncias sobre possíveis irregularidades na saúde, encaminhei ofício ao DenaSUS solicitando auditoria, cobrei transparência, defendi a abertura da chamada “caixa-preta” da saúde pública. Apresentei projetos como o Ar no Busão, atuei firmemente na defesa da agricultura familiar, da reforma agrária e dos direitos das comunidades invisibilizadas — pautas históricas do nosso partido.

Não é coincidência que tentem desgastar justamente quem tem trabalho, presença nas bases e reconhecimento popular. Quem não tem a mesma força política muitas vezes recorre a esse tipo de movimento para tentar enfraquecer quem construiu espaço com atuação concreta.

Eu sigo tranquilo. Confio na minha trajetória, no meu mandato e na consciência de que sempre estive ao lado do povo de Campo Grande. Meu foco permanece onde sempre esteve: trabalhar, buscar soluções e honrar cada voto que recebi. O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar.

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