Moradora paga IPTU “de asfalto”, mas vive em rua esburacada e denuncia cobrança injusta a Landmark

Rua que fica na frente da casa da Leila, no Santa Emília. Foto: Divulgação
Rua que fica na frente da casa da Leila, no Santa Emília. Foto: Divulgação

A cobrança do IPTU em áreas sem infraestrutura adequada voltou a gerar indignação em Campo Grande. Moradora do bairro Santa Emília, Leila Lopes de Rezende procurou o vereador Landmark Rios (PT) para denunciar mais uma cobrança injusta. Ela foi cobrada como se a rua de sua residência fosse asfaltada, quando, na prática, a realidade é de buracos, lama e poeira.

Leila mora em um terreno de esquina, na Rua Internacional, no Jardim Santa Emília, e relata que a situação se repete em diversas ruas do bairro. Segundo ela, o problema não é isolado e atinge várias famílias da região.

“A indignação da gente é que você paga por uma coisa que você não tem. Se tivesse asfalto aqui, a gente pagaria com gosto, porque estaria desfrutando. Agora, pagar por uma coisa que você não tem fica complicado”, afirmou.

A moradora relata que o bairro enfrenta problemas crônicos de infraestrutura, que se agravam em períodos de chuva ou estiagem.

“Aqui no bairro Santa Emília não sou só eu, não. Tem várias pessoas reclamando. Quando chove é um barreiro, quando é época de poeira ninguém aguenta. As ruas estão intransitáveis, cheias de buracos. A gente mora perto do Mister Júnior, o movimento de carro é grande, mas não dá mais para trafegar”, disse.

Leila também destacou o impacto da cobrança no orçamento das famílias, especialmente de aposentados. “A gente é aposentado, o salário é pouco. Eu sempre paguei o imposto em dia, nunca devo nada para a prefeitura. Hoje não consigo mais pagar tudo de uma vez, estou pagando parcelado, mas a indignação é pagar por algo que não existe”, completou.

Ao receber a denúncia, o vereador Landmark Rios afirmou que a situação relatada pela moradora reflete uma distorção grave na política tributária do município e reforça a necessidade de rever os critérios de cobrança do IPTU, especialmente em bairros sem infraestrutura básica.

O parlamentar lembrou que, desde o início do mandato, tem atuado contra aumentos injustos do imposto e apresentado alternativas para aliviar o peso sobre a população. Entre as iniciativas, está o Projeto de Lei nº 12.213/25, protocolado em 12 de dezembro do ano passado, que propõe elevar para 20% o limite de desconto do IPTU, medida que, segundo ele, poderia reduzir impactos como os enfrentados por moradores do Santa Emília.

Landmark também citou os ofícios, indicações e manifestações públicas feitas ao longo do último ano questionando a forma de cálculo do imposto e a ausência de contrapartidas em infraestrutura nos bairros periféricos. Ele também que disse que vai votar para derrubar o veto da prefeita Adriane Lopes ao projeto da Câmara, vota no dia 12 de janeiro, que suspendeu o decreto de aumento da taxa de lixo.

“Nossa posição continua a mesma, votando pela derrubada do veto. Temos o Projeto de Lei 12.213/25, que prevê aumento no limite de desconto do IPTU para 20%, protocolado no dia 12 de dezembro do ano passado, mas que não andou. Vamos tentar garantir que a proposta tramite este ano e seja aprovada, para que, nos próximos anos, os nossos campo-grandenses não entrem janeiro com uma surpresa desagradável, como foi agora em 2026”, afirmou Landmark Rios.

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