“Não vão calar uma mulher eleita pelo povo”: Landmark reage após Camila Jara ser barrada na Fiems

O vereador Landmark (PT) manifestou solidariedade à deputada federal Camila Jara (PT-MS) após ela denunciar ter sido impedida de participar de um encontro institucional com o ministro da Fazenda em exercício, Dário Durigan, na sede da Fiems, em Campo Grande. Para o parlamentar, o episódio representa um grave desrespeito ao exercício democrático e ao mandato conferido pelas urnas.

Em nota, Landmark repudiou a atitude atribuída ao presidente da Fiems, Sérgio Longen, e anunciou que apresentará uma moção de repúdio na Câmara Municipal de Campo Grande.

“Impedir uma representante eleita pelo povo de se manifestar não contribui para o debate e enfraquece os princípios democráticos que devem orientar qualquer ambiente de discussão”, afirmou o vereador.

Segundo Camila Jara, ela foi convidada pelo próprio ministro para acompanhar a agenda de debates com representantes da indústria, mas acabou impedida de participar do jantar realizado após a reunião. A deputada afirma que a decisão foi uma retaliação à atuação de seu mandato na fiscalização da aplicação de recursos públicos destinados à Fiems.

Landmark ressaltou que divergências políticas jamais podem justificar o impedimento de uma parlamentar eleita de participar de um espaço de diálogo institucional.

“A democracia exige respeito às instituições, ao mandato popular e ao direito de participação. Quando se tenta silenciar uma representante legitimamente eleita, perde toda a sociedade”, destacou.

O vereador também reforçou que apresentará uma moção de repúdio na Câmara Municipal em defesa da deputada e do livre exercício da atividade parlamentar, classificando o episódio como incompatível com os valores democráticos.

O caso gerou manifestações de solidariedade de diversas lideranças políticas. O deputado federal Vander Loubet afirmou que “nenhuma mulher deve sofrer intimidação por ocupar o espaço que conquistou”, enquanto o PT de Mato Grosso do Sul classificou o episódio como um caso de machismo institucional e perseguição política.

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