Sem CEP, moradores do Assentamento Estrela enfrentam barreiras até para acessar a saúde

Landmark em reunião nos Correios por CEP para o Assentamento Estrela. Foto: Pedro Roque.

O vereador Landmark Rios se reuniu com o superintendente dos Correios em Mato Grosso do Sul, Gelson Leonel do Nascimento, para iniciar as tratativas que garantam um CEP próprio ao Assentamento Estrela, localizado na zona rural de Campo Grande, às margens da BR-262, saída para Três Lagoas. A reunião contou também com a participação do presidente da Associação dos Produtores Familiares do Vale do Ceroula (ASPROVALE), Abílio Borges. O objetivo é retirar mais uma comunidade da invisibilidade e assegurar um direito básico que impacta diretamente o acesso a serviços públicos e privados.

Sem um CEP, moradores enfrentam dificuldades para receber cartas e encomendas, fazer cadastros, acessar serviços de saúde e comprovar endereço. Durante a reunião, também foi discutida a possibilidade de implantação de uma agência comunitária dos Correios para atender a população local.

A presidente da Associação de Mães e Mulheres do Assentamento Estrela, Marta Chaves Rondon, explica que a falta de um CEP faz com que a comunidade sequer seja reconhecida em sistemas públicos. “Quando vamos ao posto de saúde, nós não existimos. No cadastro, colocam outro lugar porque o assentamento não aparece. Precisamos usar o CEP de outros bairros para conseguir atendimento. Nós precisamos dessa visibilidade, porque ela significa acesso a direitos”, afirmou.

Para Landmark, garantir um CEP é reconhecer oficialmente a existência dessas famílias. “Não é apenas um código postal. É cidadania. É fazer com que essas pessoas deixem de ser invisíveis para o Estado e possam acessar seus direitos com dignidade”, destacou.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo mandato em parceria com os Correios. Neste mês, após 26 anos de espera, o Assentamento Conquista conquistou seu primeiro CEP próprio, permitindo que centenas de famílias passassem a contar com endereço oficialmente reconhecido e acesso facilitado a serviços essenciais.

Sem CEP, famílias precisam recorrer ao endereço de outras regiões para acessar serviços essenciais. Foto: Pedro Roque.

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