
A criação do grupo de trabalho da Prefeitura de Campo Grande para avaliar uma possível intervenção no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital, reacendeu o debate sobre a qualidade do serviço oferecido à população. Para o vereador Landmark Rios (PT), o ponto central da discussão precisa ser o usuário do sistema.
“Nossa posição é muito clara, qualquer decisão precisa ter como prioridade melhorar o transporte coletivo para quem usa o serviço todos os dias. O foco precisa ser o usuário”, afirmou o parlamentar.
O grupo de trabalho foi oficializado pela prefeitura e terá a função de analisar a situação do contrato com o consórcio responsável pelo transporte coletivo, avaliando aspectos operacionais, financeiros e jurídicos do serviço prestado à população.
Segundo Landmark, a eventual possibilidade de intervenção deve ser analisada com responsabilidade e sempre com foco em garantir melhorias concretas no sistema.
“Se a análise desse grupo de trabalho apontar que uma eventual intervenção pode ajudar a melhorar a qualidade do serviço, garantir mais transparência e trazer resultados concretos para a população, eu sou favorável. O que não pode é tomar decisões que acabem piorando ainda mais o sistema”, disse.
Histórico de atuação na pauta do transporte
O vereador lembra que, desde o início do mandato, tem defendido mudanças estruturais no transporte coletivo da Capital. No ano passado, Landmark esteve entre os primeiros parlamentares a votar favoravelmente à abertura da CPI do Transporte, criada para investigar o contrato e as condições do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.
“Fui um dos primeiros vereadores a votar pela abertura da CPI do Transporte no ano passado, justamente para investigar o contrato e entender por que a população paga caro e muitas vezes recebe um serviço precário”, afirmou.
Entre as propostas defendidas pelo parlamentar está o projeto Ar no Busão, que prevê a obrigatoriedade de ônibus equipados com ar-condicionado no sistema de transporte coletivo da cidade. A proposta chegou a ser aprovada, mas acabou vetada pelo Executivo no ano passado. Em 2026, o projeto foi reapresentado.
“Também sou autor e defensor do projeto Ar no Busão, que garante ônibus com ar-condicionado para a população. Apesar de o projeto ter sido vetado no ano passado, ele foi reapresentado agora em 2026, porque entendemos que conforto e dignidade no transporte público não podem ser tratados como luxo”, destacou.
Tarifa e contrapartidas
Outro ponto defendido pelo vereador é que qualquer discussão sobre o sistema precisa considerar o impacto direto no bolso da população.
“Outra posição que mantemos com muita clareza é que não pode haver aumento de tarifa sem melhoria real no serviço. O usuário já paga caro e não pode continuar arcando com os custos de um sistema que precisa evoluir”, afirmou.
Landmark também relembrou que votou contra a proposta de isenção de impostos ao Consórcio Guaicurus, por entender que não havia garantias de contrapartidas ou melhorias concretas para os passageiros.
“Por isso também votei contra a isenção de impostos ao Consórcio Guaicurus, porque não havia contrapartidas claras nem melhorias evidentes para a população”, disse.
Para o vereador, o debate sobre o futuro do transporte coletivo em Campo Grande precisa avançar a partir de três pontos centrais.
“O debate precisa girar em torno de três pontos: qualidade do serviço, ônibus novos com ar-condicionado e tarifa justa. Se as decisões caminharem nesse sentido, terão nosso apoio. O que não podemos aceitar é que o usuário continue pagando a conta sem ver melhorias no transporte coletivo”, concluiu.



