
As ações de limpeza e infraestrutura nas comunidades vulneráveis de Campo Grande seguem avançando. Nos últimos dias, equipes realizaram serviços de limpeza na Comunidade Esperança, no Jardim Noroeste, e um container de lixo foi entregue pela Solurb na Cidade dos Anjos, no Lageado, ambos a pedido do vereador Landmark Rios (PT).
As iniciativas são continuidade das operações realizadas na semana passada e fazem parte de uma agenda mais ampla de melhorias que o mandato vem articulando junto à Prefeitura, desde a audiência pública sobre regularização de favelas realizada em novembro de 2025.
Claudineia da Costa, liderança da Comunidade Esperança, foi direta ao agradecer os serviços. “Eu venho agradecer ao vereador Landmark pela limpeza que está fazendo ali na comunidade, ao redor dos barracos. Muito obrigada mesmo por tudo que ele está fazendo pela Comunidade Esperança”, disse.
Na quarta-feira passada, equipes da Sisep realizaram operações simultâneas na Comunidade Esperança no Teruel e na Esperança do Jardim Noroeste, com coleta de lixo, limpeza de vias e organização geral.
O ofício que originou a entrega do container foi protocolado pelo vereador em novembro de 2025 à Solurb, empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos em Campo Grande. No documento, Landmark relatou o quadro identificado durante visitas às comunidades e na audiência pública de 14 de novembro: acúmulo excessivo de lixo por falta de rotas regulares de coleta, provocando mau cheiro, proliferação de insetos e animais peçonhentos, agravamento de doenças infecciosas e acúmulo de resíduos em vias públicas e áreas de moradia.
As comunidades apontadas no ofício com maior impacto eram a Esperança do Noroeste, a Esperança José Teruel, a Agrovila Campão Orgânico, a Osvaldo Aranha, a Homex, a Lagoa Park, a Nova Esperança Vitória, a Cidade dos Anjos e a Vitória. O vereador solicitou a inclusão urgente dessas comunidades nas rotas de coleta da Solurb, mesmo em caráter provisório ou emergencial, diante do evidente quadro de vulnerabilidade socioambiental.
Audiência das Favelas
Todas essas ações têm origem na audiência pública realizada por Landmark em 14 de novembro de 2025, na Câmara Municipal, considerada uma das discussões mais significativas sobre habitação popular já realizadas em Campo Grande. O encontro reuniu moradores de diversas comunidades, movimentos sociais e representantes do poder público, colocando pela primeira vez famílias de áreas de ocupação frente a frente com autoridades municipais para discutir regularização fundiária e melhorias nas condições de vida.
A partir dali, o mandato passou a articular agendas com a Prefeitura e com órgãos como Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, IBGE, Correios, Defesa Civil e diversas secretarias municipais, buscando encaminhar ações emergenciais nas comunidades.
A articulação pelo direito à moradia não parou em novembro. Em fevereiro, Landmark conduziu o ministro Guilherme Boulos em visita à favela Cidade dos Anjos, onde foram discutidas possibilidades de destinação de áreas da União para projetos habitacionais. Em março, protocolou o projeto que propõe que o município destine 1% da Receita Corrente Líquida às políticas habitacionais, um salto em relação aos 0,54% que Campo Grande destinava ao setor, e encaminhou ao Executivo sugestões para atualização do marco temporal da regularização fundiária, buscando garantir que ocupações surgidas após 2016 sejam incluídas em programas de regularização.
“Habitação não é apenas construir casas. É garantir dignidade, infraestrutura, endereço, acesso a serviços públicos e oportunidade para que as famílias possam viver com segurança. Cada limpeza que chega, cada container entregue, cada rua que recebe atenção é um passo. Pequeno frente ao que essas famílias merecem, mas concreto”, afirmou Landmark.



