ACSE defende concursos, valorização e proteção dos especialistas da educação em Campo Grande, destaca Helena de Sá

Helena Sá está à frente da ACSE. Foto: Helena de Sá
Helena Sá está à frente da ACSE. Foto: Helena de Sá

A Associação Campo-Grandense de Supervisores Escolares (ACSE) tem ampliado a atuação em defesa dos profissionais responsáveis pela organização, pelo acompanhamento e pela qualidade do trabalho pedagógico nas escolas de Campo Grande.

A entidade representa supervisores escolares, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais e outros especialistas que atuam no planejamento, na avaliação e na articulação dos processos educativos dentro das instituições de ensino.

Segundo a ACSE, esses profissionais exercem papel estratégico para garantir uma educação democrática, inclusiva e comprometida com a aprendizagem dos estudantes. Embora nem sempre estejam diretamente dentro da sala de aula, eles acompanham professores, alunos, famílias e equipes gestoras na construção das políticas pedagógicas.

Para Helena Sá, representante da entidade, fortalecer os especialistas significa também fortalecer a própria escola pública.

“A Supervisão Escolar desempenha um papel estratégico na organização do trabalho pedagógico, na articulação dos processos educativos e no fortalecimento da qualidade da educação pública”, destaca o documento apresentado pela ACSE.

Concursos e valorização profissional

Entre as principais bandeiras da associação está a realização de concursos públicos para o preenchimento dos cargos ocupados pelos especialistas em Educação.

A entidade defende que a contratação por concurso garante estabilidade, continuidade das políticas educacionais e presença de profissionais qualificados dentro da rede pública.

A valorização salarial também aparece como uma das prioridades. Para a associação, é necessário reconhecer que supervisores, coordenadores, orientadores e demais especialistas participam diretamente do processo pedagógico e são fundamentais para o funcionamento das escolas.

A ACSE também reivindica condições previdenciárias que levem em consideração as características do trabalho desenvolvido por esses profissionais, assegurando tratamento compatível com o dos demais trabalhadores que atuam diretamente na Educação.

Formação e organização coletiva

Além da defesa de direitos, a ACSE promove ações de formação continuada e espaços de diálogo entre os profissionais.

Uma das principais iniciativas foi a realização do III Congresso Nacional da Ação Formativa, que reuniu trabalhadores da Educação, pesquisadores, gestores públicos e representantes do Legislativo para discutir políticas educacionais, valorização profissional e os desafios enfrentados pelas redes públicas.

Para a entidade, a formação permanente e a organização coletiva são fundamentais para fortalecer a identidade dos especialistas e melhorar o atendimento oferecido aos estudantes.

“Organização coletiva, formação continuada e defesa da valorização profissional são elementos essenciais para fortalecer os profissionais da Educação e construir uma escola pública de qualidade”, ressalta a associação.

Preocupação com a terceirização

A ACSE também acompanha com preocupação as discussões sobre terceirização e ampliação da presença da iniciativa privada na gestão da educação pública.

Segundo a entidade, esse modelo pode reduzir a autonomia pedagógica das escolas, enfraquecer a gestão democrática, precarizar as relações de trabalho e substituir concursos públicos por contratações indiretas.

A associação reconhece que os defensores da terceirização apresentam o argumento de maior eficiência administrativa, mas considera necessário avaliar os impactos sobre os profissionais, os estudantes e a continuidade das políticas educacionais.

Para a ACSE, qualquer mudança precisa ser amplamente discutida com a comunidade escolar e não pode representar perda de direitos ou redução da responsabilidade do poder público.

Compromissos para a educação

A entidade também aponta compromissos que devem ser assumidos pelos gestores públicos, independentemente da posição política.

Entre eles estão o financiamento adequado da educação pública, a valorização de professores, especialistas e servidores administrativos, a realização periódica de concursos e o respeito aos planos de carreira.

A ACSE defende ainda investimentos em infraestrutura, tecnologia educacional, formação continuada, gestão democrática e melhoria dos indicadores de aprendizagem e permanência dos estudantes.

Outro ponto considerado fundamental é a transparência no diálogo entre o poder público e a comunidade escolar.

Apoio de Landmark

O vereador Landmark Rios (PT), professor de História e defensor da educação pública, destacou a contribuição da ACSE para o fortalecimento dos profissionais e das escolas de Campo Grande.

“A ACSE realiza um trabalho importante ao dar voz aos especialistas da Educação, defender concursos, formação e valorização profissional. Esses trabalhadores são fundamentais para que a escola funcione e para que o estudante tenha uma aprendizagem de qualidade”, afirmou.

Landmark também reforçou sua posição contrária à terceirização dos serviços públicos e lembrou que seu mandato tem atuado em defesa do Piso Salarial Profissional Nacional, dos planos de carreira e da valorização dos trabalhadores da Educação.

“A educação pública precisa de investimento, concurso, carreira e profissionais respeitados. Nosso mandato é parceiro de quem luta por uma escola pública forte, democrática e com qualidade para todos”, concluiu.

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