A tentativa de transformar em lei a obrigatoriedade de ar-condicionado nos novos ônibus do transporte coletivo de Campo Grande foi interrompida nesta quinta-feira (4), após a Câmara Municipal manter o veto da prefeita Adriane Lopes ao Projeto de Lei nº 11.636/2025, de autoria do vereador Landmark Rios (PT).
A proposta havia sido aprovada em junho por ampla maioria dos vereadores, com 21 votos favoráveis e apenas quatro contrários. No entanto, ao retornar ao plenário para análise do veto do Executivo, o projeto precisava de pelo menos 15 votos para que a decisão da prefeita fosse derrubada. O número não foi alcançado.
Votação mudou de cenário
Na votação que analisou o veto, apenas seis vereadores votaram pela derrubada da decisão da Prefeitura e, consequentemente, pela manutenção do projeto.
Foram contrários ao veto:
- Jean Ferreira (PT);
- Landmark Rios (PT);
- Luiza Ribeiro (PT);
- Maicon Nogueira (PP);
- Dr. Lívio Leite (União Brasil);
- Junior Coringa (MDB).
Já votaram pela manutenção do veto:
- Beto Avelar (PP);
- Carlão (PSB);
- Dr. Victor Rocha (PSDB);
- Fábio Rocha (União Brasil);
- Flávio Cabo Almi (PSDB);
- Herculano Borges (Republicanos);
- Leinha (Avante);
- Marquinhos Trad (PDT);
- Neto Santos (Republicanos);
- Otávio Trad (PSD);
- Professor Juari (PSDB);
- Professor Riverton (PP);
- Rafael Tavares (PL);
- Ronilço Guerreiro (Podemos);
- Silvio Pitu (PSDB);
- Veterinário Francisco (União Brasil).
A mudança chamou atenção porque parte dos vereadores que havia apoiado a proposta durante sua aprovação inicial optou por manter o veto apresentado pelo Executivo.
Consórcio reconheceu viabilidade da proposta
Durante toda a tramitação do projeto, um dos principais argumentos utilizados para defender a climatização da frota foi reforçado pelas próprias declarações da direção do Consórcio Guaicurus.
Nas oitivas da CPI do Transporte Público, tanto o atual diretor-presidente, Themis de Oliveira, quanto o ex-presidente João Rezende afirmaram que a instalação de ar-condicionado nos ônibus é tecnicamente possível e necessária. Segundo ambos, a medida poderia ser implementada caso houvesse determinação do poder público municipal.
As manifestações afastaram o entendimento de que a climatização seria inviável do ponto de vista operacional, fortalecendo a defesa da proposta apresentada por Landmark.
Projeto voltará em 2026
Mesmo com a manutenção do veto, Landmark afirmou que a decisão não encerra a discussão sobre a modernização do transporte coletivo da Capital.
O vereador informou que solicitou a inclusão do tema no relatório final da CPI do Transporte Público e confirmou que pretende reapresentar o projeto logo no início do próximo ano legislativo.
Segundo o parlamentar, a defesa da climatização dos ônibus continua sendo uma das prioridades do mandato por representar uma melhoria concreta na qualidade do transporte utilizado diariamente por milhares de trabalhadores, estudantes e idosos.
A proposta volta ao debate em 2026 com o objetivo de construir um novo texto que permita superar os questionamentos jurídicos apontados pelo Executivo e manter viva a discussão sobre mais conforto e dignidade para os usuários do transporte coletivo de Campo Grande.



