Crise explode na Santa Casa e Landmark defende: “é hora de mudar toda a direção”

A crise que há meses atinge a Santa Casa de Campo Grande ganhou um novo capítulo com a prisão de integrantes da cúpula administrativa do hospital durante a Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Entre os presos está a presidente da instituição, Alir Terra Lima, além de outros dirigentes e pessoas ligadas a empresas contratadas pela Santa Casa. As prisões foram mantidas pela Justiça após audiência de custódia. Os investigados são suspeitos de participação em um esquema que teria provocado prejuízo de pelo menos R$ 4,9 milhões, segundo as investigações.

A investigação aponta duas principais frentes. Uma delas envolve um contrato de digitalização de prontuários, com pagamentos que, segundo o Ministério Público, não teriam correspondido integralmente aos serviços prestados. A outra envolve a Operadora Santa Casa Saúde e contratos com empresas ligadas ao mesmo grupo econômico. Somente em 2025, esses pagamentos teriam chegado a aproximadamente R$ 9,6 milhões, com prejuízo estimado em ao menos R$ 3,5 milhões. A apuração também aponta que informações sobre contratos e pagamentos teriam sido omitidas de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da instituição.

O escândalo ocorre em meio a uma crise que já vinha afetando diretamente o funcionamento da Santa Casa, com falta de insumos, medicamentos, dificuldades na composição das equipes e suspensão de procedimentos e atendimentos em diferentes momentos. O hospital é considerado referência para atendimentos de média e alta complexidade em Mato Grosso do Sul.

Diante desse cenário, o mandato do vereador Landmark Rios defende uma mudança completa no comando da instituição. A posição é pela destituição de toda a atual diretoria e também do Conselho Fiscal, com a formação de uma nova direção para administrar a Santa Casa. Para o mandato, diante da gravidade das denúncias, da crise financeira e assistencial e da necessidade de recuperar a confiança da população, não basta apenas substituir nomes isoladamente: é preciso iniciar um novo ciclo de gestão, com transparência, controle e responsabilidade sobre os recursos destinados ao hospital.

A defesa da troca de toda a estrutura de comando, segundo Landmark, tem como objetivo garantir que a Santa Casa volte a ter condições de cumprir sua função pública e assegurar atendimento digno à população. A proposta também busca fortalecer os mecanismos de fiscalização e impedir que uma instituição essencial para Campo Grande continue convivendo com suspeitas de irregularidades enquanto enfrenta dificuldades para manter serviços básicos.

As investigações da Operação Antidotum continuam, e as acusações ainda serão analisadas pela Justiça. A Santa Casa informou que está colaborando com as autoridades e que os atendimentos à população seguem normalmente.

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