
A redução do auxílio-alimentação dos servidores efetivos da Saúde de Campo Grande, determinada pela Prefeitura, preocupa o mandato do vereador Landmark Rios. O benefício, atualmente de R$ 600, será reduzido para R$ 400 a partir de novembro de 2026 e chegará a R$ 200 em novembro de 2027.
A mudança foi estabelecida pelo Decreto nº 16.739, publicado no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (21). O texto altera as regras do benefício destinado aos servidores efetivos da carreira dos profissionais em serviços de Saúde de nível superior. O auxílio possui caráter indenizatório e não é incorporado ao salário.
Para o mandato de Landmark, a redução precisa ser discutida diante da realidade enfrentada pelos trabalhadores da Saúde, que estão diariamente na linha de frente do atendimento à população e convivem com dificuldades nas unidades da rede municipal.
O vereador defende que a valorização dos servidores deve estar entre as prioridades da administração. Na avaliação do mandato, reduzir um benefício destinado aos trabalhadores enquanto persistem problemas relacionados à estrutura e ao abastecimento da rede gera preocupação entre os profissionais.
A situação da Saúde também envolve dificuldades relacionadas à disponibilidade de medicamentos, insumos e materiais básicos em unidades do município. Para Landmark, garantir condições adequadas de trabalho é fundamental não apenas para os servidores, mas também para assegurar um atendimento de qualidade à população.
Com a mudança, o servidor que atualmente recebe R$ 600 terá R$ 200 a menos por mês a partir de novembro deste ano. Em novembro de 2027, quando o auxílio chegar a R$ 200, a diferença em relação ao valor atual será de R$ 400 mensais.
Outro ponto questionado pelo mandato é a falta de informações detalhadas sobre os motivos da redução e sobre o impacto financeiro da medida. O decreto não apresenta, em seu texto, a economia que será gerada aos cofres públicos com a mudança.
Landmark defende que a Prefeitura dê transparência às decisões que afetam diretamente os trabalhadores da Saúde e apresente quais são as prioridades para a aplicação dos recursos destinados à área.
Para o mandato, a discussão não deve se limitar ao valor do benefício, mas envolver as condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais. A defesa é por valorização dos servidores, estrutura adequada nas unidades e garantia dos insumos necessários para que a rede municipal consiga atender a população.
A cobrança do vereador é para que os trabalhadores da Saúde sejam ouvidos e considerados nas decisões que impactam sua remuneração e suas condições de trabalho.
