
O fim da escala 6×1 entra em uma semana decisiva no Congresso Nacional. A proposta que reduz a jornada de trabalho e amplia o período de descanso deve avançar nesta quarta-feira (2), quando será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A pauta ganhou força após uma articulação entre o presidente Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Lula afirmou que espera a aprovação da medida e declarou: “Nós vamos aprovar, essa semana, o fim da escala 6×1”.
A proposta prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança seria gradual: primeiro, a jornada cairia para 42 horas e, depois, chegaria às 40 horas.
O relator no Senado, Omar Aziz, apresentou parecer favorável à proposta. Se aprovada na CCJ, a PEC ainda precisará passar pelo plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.
Mais do que uma mudança na jornada, o debate envolve o direito de ter tempo para viver além do trabalho. Para milhões de brasileiros submetidos à rotina de seis dias trabalhados para apenas um de descanso, o fim da escala 6×1 pode significar mais tempo com a família, para estudar, descansar e cuidar da própria vida.
A votação desta semana acontece em um momento estratégico, antes do calendário eleitoral. Por isso, trabalhadores e movimentos sindicais aumentam a pressão sobre o Congresso pela aprovação da proposta.
O fim da escala 6×1 ainda precisa vencer outras etapas, mas esta semana pode representar um dos maiores avanços da luta pela redução da jornada de trabalho no Brasil.



