
O vereador Landmark Rios (PT) participou, na manhã de sábado (25), de um abraço coletivo em torno do Centro Regional de Saúde (CRS) Tiradentes, em Campo Grande. O ato simbólico e pacífico foi organizado pelo Conselho Municipal de Saúde e reuniu usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da saúde, autoridades e instituições parceiras.
A mobilização teve como objetivo chamar a atenção da sociedade e do poder público para os riscos de propostas de terceirização da gestão de unidades de saúde, tema que vem sendo debatido na Capital nas últimas semanas.
Durante o ato, participantes formaram um círculo ao redor da unidade em um gesto de valorização do serviço público e defesa do SUS como política essencial para a população.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconcelos, destacou que a iniciativa partiu da própria comunidade e dos trabalhadores da unidade, reforçando o papel do controle social na construção das políticas públicas.
“Esse ato de hoje teve um significado muito importante. Nós fizemos um abraço simbólico à unidade para mostrar que esse espaço não é apenas uma estrutura física, não é apenas um prédio da prefeitura. Essa unidade pertence à população, pertence aos usuários do SUS, aos trabalhadores e à comunidade que construiu essa história todos os dias”, afirmou.

Segundo ele, a mobilização demonstra que a preocupação não está restrita ao debate institucional, mas nasce da vivência cotidiana de quem utiliza e trabalha no serviço.
“O objetivo do ato foi chamar atenção da sociedade e da gestão para a necessidade de diálogo, transparência e respeito ao controle social. Uma decisão como a terceirização de uma unidade pública de saúde não pode ser tomada de cima para baixo, sem ouvir a comunidade”, destacou.
“Quando a comunidade abraça a unidade, ela está dizendo: essa unidade é nossa, ela é pública, ela tem história, tem vínculo com o território e precisa continuar servindo à população dentro dos princípios do SUS. Esse abraço simboliza cuidado, defesa e resistência em favor da saúde pública”, completou.
Proposta de terceirização amplia debate na Capital
A mobilização ocorre em meio à discussão sobre uma proposta da Prefeitura de Campo Grande que estuda transferir a gestão de unidades de saúde para Organizações Sociais (OS).
Entre as medidas em análise estão a terceirização de 12 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dois Centros Regionais de Saúde (CRSs), com o argumento de reduzir custos e adequar o município à Lei de Responsabilidade Fiscal.
De acordo com as discussões iniciais, a medida teria início pelos CRSs do Aero Rancho e Tiradentes, o que intensificou a preocupação de trabalhadores e usuários da rede pública.
Presente no ato, Landmark reafirmou seu posicionamento contrário à terceirização da gestão de unidades públicas de saúde e destacou a importância de ouvir a população antes de qualquer decisão.
“A saúde não pode ser tratada como negócio. Estamos falando de um serviço essencial, que precisa ser fortalecido com investimento, valorização dos profissionais e respeito à população que depende do SUS todos os dias”, afirmou.
O vereador vem acompanhando o debate sobre possíveis mudanças na gestão da saúde municipal e já participou de audiências públicas e reuniões com trabalhadores, conselhos e usuários do sistema.
Ao longo do mandato, Landmark tem defendido o fortalecimento do SUS, melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde e maior atenção à saúde mental desses trabalhadores, além de se posicionar contra modelos de gestão que possam fragilizar o serviço público.



