
O vereador Landmark Rios (PT) esteve na quinta-feira (16) em uma comunidade na região do Nova Campo Grande, onde cerca de 30 famílias vivem há mais de 15 anos e foram surpreendidas nesta semana com notificações dando prazo de apenas cinco dias para deixarem suas casas.
A área, ocupada em regime de comodato, já conta com infraestrutura básica como água, luz e esgoto, mas ainda não foi regularizada.
Durante a visita, o vereador ouviu os moradores e se comprometeu a intermediar um diálogo com o Executivo para buscar uma solução que garanta o direito à permanência das famílias.
“São famílias que já estão estabelecidas, com estrutura básica e vínculos com o território. Não faz sentido tratar isso como um problema de remoção. O caminho é a regularização”, afirmou.
“Todo mundo ficou apavorado”
A situação gerou medo e insegurança na comunidade, como relata a moradora e liderança local, dona Geralda Jacinta Estruquel.
“Vieram aqui notificando nós, dando prazo de 5 dias para sair. Todo mundo ficou apavorado. A gente não sabia o que fazer. Eu mesma não consegui comer, não consegui dormir direito”, contou.
Segundo ela, a forma como as informações foram repassadas aumentou ainda mais a preocupação.
“Cada casa que eles chegavam falavam uma coisa diferente. Uns falavam que era levantamento, outros já falavam do prazo. Isso deixou todo mundo assustado”, relatou.
A moradora destaca que a comunidade já possui condições básicas consolidadas.
“Aqui tem luz, tem água, tem esgoto. Todo mundo tem sua casinha. Não é favela, são casas simples, mas é o que a gente construiu com muito esforço”, afirmou.
Esperança após visita
Após o contato com o mandato, a comunidade relata que o cenário começou a mudar.
“Depois que ele veio aqui, conversou com todo mundo, a gente ficou mais tranquilo. Ele pegou a frente da situação e disse que vai ajudar. Hoje a gente já consegue dormir melhor”, disse dona Geralda.
Luta por moradia digna
A atuação do vereador se soma a um histórico de defesa da regularização fundiária e da moradia digna em Campo Grande.
Landmark é autor de um projeto que prevê a destinação de 1% da Receita Corrente Líquida do município para políticas habitacionais, com o objetivo de garantir recursos permanentes para enfrentar o déficit habitacional da Capital.
Para o parlamentar, casos como o da comunidade evidenciam a urgência de políticas públicas estruturadas.
“Moradia não pode ser tratada com insegurança e prazo de despejo. Precisa de planejamento, respeito e solução definitiva”, destacou.
O mandato agora acompanha o caso e busca, junto ao poder público, uma alternativa que assegure o direito das famílias e evite a remoção.



