
A crise do transporte coletivo de Campo Grande ganhou mais um capítulo. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu reavaliar a venda do Consórcio Guaicurus ao grupo HP Mobilidade, de Goiás, após identificar possíveis omissões de informações relevantes durante o processo de negociação.
O conselheiro Carlos Jacques Vieira Gomes apontou questões que precisam ser esclarecidas, incluindo a intervenção da Prefeitura na empresa, procedimentos administrativos que podem levar à caducidade da concessão e disputas judiciais envolvendo bens do consórcio. O caso será submetido à análise do Tribunal do Cade.
A situação amplia as incertezas sobre o futuro do transporte público na Capital. Enquanto a venda segue cercada de questionamentos, os passageiros continuam enfrentando problemas relacionados à qualidade do serviço e às condições da frota.
A reavaliação não significa que a venda foi cancelada. O Consórcio Guaicurus afirmou acreditar que o procedimento não deverá alterar o andamento da negociação e declarou que prestará os esclarecimentos solicitados.
E o passageiro, quando terá melhorias?
A população precisa de respostas concretas. A mudança no controle da empresa, por si só, não garante ônibus melhores, manutenção adequada ou mais conforto para quem depende do transporte coletivo todos os dias.
É nesse cenário que ganha importância o projeto Ar no Busão, defendido pelo vereador Landmark Rios, que propõe a instalação de ar-condicionado nos veículos para enfrentar o calor de Campo Grande e oferecer condições mais dignas aos passageiros.
Qualquer mudança na operação do sistema precisa vir acompanhada de compromissos efetivos com a melhoria do serviço, a renovação da frota e a climatização dos ônibus. O transporte coletivo não pode continuar sendo uma novela sem fim para quem precisa pegar ônibus diariamente.


