
A organização popular e a união entre comunidades marcaram o encontro promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Campo Grande. A atividade reuniu lideranças comunitárias, representantes de ocupações urbanas, profissionais de diversas áreas e movimentos sociais para fortalecer a luta pelo direito à moradia e à cidade. O vereador Landmark participou do encontro, que teve como foco o fortalecimento da organização coletiva e da atuação do movimento no estado.
Durante a atividade, o coordenador nacional do MTST, Clayton Veloso, destacou que a principal força do movimento está na organização popular. Segundo ele, a mobilização coletiva é o caminho para garantir que comunidades tenham voz diante do poder público e possam conquistar direitos historicamente negados.
“O direito à moradia está previsto na Constituição, mas só se torna realidade quando as pessoas se organizam e lutam coletivamente”, afirmou. Clayton também apresentou a trajetória do MTST, que atua em 20 estados brasileiros e já contribuiu para a entrega de mais de 50 mil moradias populares ao longo de sua história.

Outro destaque do encontro foi a construção de uma rede de apoio técnico às comunidades. Advogados, geógrafos, arquitetos, engenheiros, assistentes sociais e outros profissionais colocaram seus conhecimentos à disposição para auxiliar na regularização fundiária, na organização das associações de moradores e no acesso às políticas públicas.
O presidente da Associação dos Produtores Familiares do Vale do Ceroula (ASPROVALE), Abílio Borges da Silva, ressaltou que a luta popular precisa caminhar junto com o conhecimento técnico. Segundo ele, profissionais de diferentes áreas têm papel fundamental para fortalecer os movimentos sociais e ampliar as conquistas por moradia digna.
Representando a Associação Profissional dos Geógrafos (Aprogeo), Apólo Moreno colocou a entidade à disposição das comunidades. Ele explicou que o trabalho voluntário busca mapear ocupações, auxiliar na criação de associações de moradores e oferecer suporte técnico e jurídico para que essas áreas consigam acessar políticas públicas e defender seus direitos.
Moradores também relataram as dificuldades enfrentadas diariamente. Heloisa, da comunidade Lolita, denunciou os problemas estruturais das moradias e a insegurança vivida pelas famílias, muitas delas residentes há mais de duas décadas na área, mas ainda sem garantia de permanência.

Durante o encontro, o vereador Landmark destacou a importância da organização popular para fortalecer as comunidades e ampliar o acesso ao direito à moradia, defendendo que a união entre movimentos sociais, entidades e moradores é essencial para garantir avanços e conquistas.


