
A preocupação dos moradores do Bairro Amambaí com a possível instalação do Centro POP no antigo prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) ganhou espaço de debate na Câmara Municipal de Campo Grande nesta sexta-feira (21). A Audiência Pública, proposta e presidida pelo vereador Landmark, colocou a comunidade no centro da discussão e buscou respostas sobre a escolha do novo endereço.
Landmark conduziu a audiência como espaço de escuta dos moradores, comerciantes e representantes da região, reforçando que o debate não deve ser tratado como uma disputa entre a comunidade e as pessoas em situação de rua. Para o vereador, é necessário encontrar uma alternativa que preserve a política de assistência social, mas também considere as preocupações de quem vive e trabalha no Amambaí.
Entre os principais questionamentos apresentados pela comunidade estão a segurança e a proximidade do imóvel com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica. Moradores também cobraram maior diálogo da Prefeitura antes da definição do local.
Durante a audiência, a presidente do Bairro Amambaí, Rosane Nely, relatou os problemas enfrentados pela região. Marilete Fernanda da Silva, representante dos pais e responsáveis pelos 403 estudantes da escola, destacou a preocupação das famílias com a proximidade do equipamento.

O debate também reuniu representantes da segurança pública e do Ministério Público. O delegado Danilo Mansur relatou ocorrências registradas na região e se posicionou contra a instalação naquele endereço. O comandante da Guarda Civil Metropolitana, Anderson Ortigoza, informou que haverá atuação preventiva e reforço das rondas escolares.

O promotor Paulo César Zeni destacou as condições inadequadas do atual Centro POP, na Rua Joel Dibo, e defendeu o cumprimento do Plano Municipal para Atendimento às Pessoas em Situação de Rua.

Ao final, Landmark afirmou que a audiência não encerra a discussão. Como encaminhamento, o vereador anunciou a busca por novas reuniões com a Secretaria de Assistência Social e com a prefeita Adriane Lopes. A intenção é construir, por meio do diálogo, uma solução para as preocupações apresentadas pelos moradores e garantir que a comunidade participe das decisões sobre o futuro do equipamento no Amambaí.




