
O projeto de lei do vereador Landmark Rios (PT), que propõe restringir a instalação de novas fachadas espelhadas em Campo Grande, ganhou apoio público do gestor ambiental Marcos Eduardo Bergoli Kirst, responsável pelo projeto Eco Plantar.
A manifestação aconteceu nesta quinta-feira (14), durante sessão na Câmara Municipal, após a repercussão da live realizada pelo vereador na última segunda-feira (11), ao lado da advogada ambientalista Giselle Marques, quando foram debatidos os impactos ambientais das fachadas espelhadas e da verticalização excessiva na Capital.
Segundo Marcos, a proposta representa um avanço importante na proteção ambiental e na preservação da fauna urbana.
“Eu acho que é um projeto muito interessante, porque é menos um item que pode agredir a nossa natureza. Tudo que a gente fizer no sentido de proteger os nossos animais, a nossa fauna e a nossa flora é muito bem-vindo”, afirmou.
O gestor ambiental também destacou os impactos que os vidros espelhados causam às aves.
“Essa questão do vidro espelhado atrapalha muito os pássaros, porque eles acabam se chocando contra esses vidros sem perceber. Então eu acho muito positiva essa proposição do vereador Landmark. É uma medida que ajuda a proteger os nossos animais aqui na cidade”, completou.
Projeto une meio ambiente e qualidade de vida
O Projeto de Lei nº 12.382/2026 busca proibir novas fachadas espelhadas em Campo Grande, alinhando desenvolvimento urbano com sustentabilidade ambiental.
Na live realizada no início da semana, Landmark apresentou estudos que apontam aumento da temperatura urbana, maior consumo de energia elétrica e impactos à biodiversidade provocados pelo uso excessivo dessas estruturas.
“O objetivo do projeto não é impedir o desenvolvimento da cidade, mas fazer com que ele aconteça de forma responsável. Campo Grande precisa crescer respeitando o meio ambiente, os recursos naturais e a nossa fauna”, afirmou o vereador.
Segundo o parlamentar, o uso indiscriminado de fachadas espelhadas contribui para a formação de ilhas de calor e aumenta o consumo energético dos edifícios.
Além disso, dados apresentados durante o debate apontam que milhões de aves morrem anualmente no mundo em colisões contra superfícies espelhadas.



