Landmark destaca cultura como oportunidade durante recital do projeto Madeiras Dedilhadas na UFMS

Evento foi realizado no domingo, na UFMS. Foto: Pedro Roque
Evento foi realizado no domingo, na UFMS. Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) participou, no domingo (14), do recital de apresentação do projeto de extensão Madeiras Dedilhadas, realizado no Teatro Glauce Rocha, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O evento reuniu crianças, adolescentes, famílias, comunidades indígenas, associações e instituições sociais atendidas pela iniciativa.

O projeto é coordenado pelo professor Marcelo Fernandes Pereira, da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC/UFMS), e foi viabilizado por meio de emenda parlamentar de R$ 300 mil do deputado federal Vander Loubet (PT), articulada com apoio do vereador Landmark junto à universidade e às comunidades.

Durante o evento, Landmark destacou a importância da cultura como ferramenta de inclusão, oportunidade e aproximação entre a universidade pública e as comunidades.

“Quero parabenizar a Universidade Federal, os pais, as instituições que também abraçaram esse projeto, você da comunidade, você pai e você mãe. Agora é um grande momento dessa apresentação aqui no Glauce Rocha, e vai ser uma grande apresentação para todos. Esse projeto mostra que a cultura transforma, aproxima a universidade das comunidades e abre caminho para as nossas crianças e adolescentes”, afirmou Landmark.

O vereador também ressaltou o trabalho do professor Marcelo Fernandes, da reitora Camila Ítavo, das instituições parceiras e do deputado Vander Loubet.

“Esse projeto só acontece porque tem gente comprometida. O professor Marcelo conduziu esse trabalho com muita dedicação, a UFMS abriu as portas, a reitora Camila Ítavo tem sido uma grande parceira e o deputado Vander Loubet garantiu a emenda para que essa política chegasse às comunidades. É assim que a cultura vira oportunidade de verdade”, completou.

Projeto atende 15 comunidades

De acordo com o professor Marcelo Fernandes, o Madeiras Dedilhadas reuniu 15 comunidades de diferentes perfis, entre aldeias indígenas, ONGs, associações e instituições sociais.

“Nós tivemos 15 comunidades vinculadas ao projeto. Essas comunidades têm natureza diversa: algumas são aldeias indígenas, outras são ONGs, associações. Todo esse processo cria um forte vínculo entre universidade, professor, processo de ensino e comunidade local”, explicou Marcelo.

Segundo o coordenador, o recital no Teatro Glauce Rocha marcou o encerramento de uma etapa importante, mas o projeto segue até o fim do ano.

“Esse recital que a gente assistiu no Glauce Rocha é, digamos assim, o selar desse vínculo entre a universidade e os projetos. O nosso projeto vai durar até o final do ano, mas agora a gente concluiu uma etapa. Vamos fazer um processo de avaliação, estruturar o ensino para as crianças que chegaram até esse ponto, pensando em chegar ao final do ano com uma qualidade musical mais aprofundada e, ao mesmo tempo, pensar nas possibilidades que temos hoje para abrir novas vagas no segundo semestre”, afirmou.

Marcelo também destacou que os resultados foram acima do esperado.

“É um momento de realinhamento, mas também de comemorar, porque o resultado musical e educacional foi muito positivo e ficou bem acima das expectativas. Todos os envolvidos estão muito de parabéns. Então, temos muito a comemorar, principalmente as crianças”, completou.

Vander: “Isso aqui é encontro de gerações”

O deputado federal Vander Loubet destacou que o projeto representa oportunidade para pessoas dos bairros, das periferias, das comunidades indígenas e de diferentes gerações.

“Receber aqui várias comunidades, vários bairros, em um projeto lindo, maravilhoso igual esse, isso aqui é encontro de gerações, é oportunidade, Landy. Só é possível porque você coordenou esse projeto, você me convenceu a trazer esse projeto aqui para dentro da universidade”, afirmou Vander.

Para o deputado, o Madeiras Dedilhadas reforça o papel social da universidade pública.

“Eu não tenho dúvida de que isso aqui só nos dá mais força para continuar trazendo oportunidades para as pessoas dos bairros, da periferia, virem para dentro de uma universidade pública. Essa é a universidade pública em que nós acreditamos: quando ela abre suas portas para aqueles que precisam. Aqui nós temos encontro de gerações, indígenas, jovens, o pessoal da terceira idade, e isso nos gratifica muito”, completou.

Comunidades relatam impacto do projeto

vice-diretora do Instituto Social Ajudar e Cuidar, Claise Pires, destacou que a música tem contribuído para a formação das crianças atendidas pela instituição.

“Hoje nós estamos aqui fazendo parte desse projeto maravilhoso de música, porque a música transforma vidas. Nós estamos com as nossas crianças do Instituto Social Ajudar e Cuidar, e esse projeto tem sido de grande valor à nossa comunidade. As crianças estão saindo das ruas, estão aprendendo o valor da musicalização e se preparando para um futuro melhor. Então, nós deixamos a nossa gratidão a este projeto maravilhoso”, afirmou.

A presidente da Assomat (Associação Sul-Mato-Grossense para Crianças e Adolescentes), Meire Adriana Pasquini, também relatou mudanças no comportamento e no interesse das crianças atendidas.

“Meu nome é Meire, sou presidente da Assomat, Associação Sul-Mato-Grossense para Crianças e Adolescentes. Esse projeto de flauta para as crianças veio em uma hora muito importante. A gente estava com muito problema com as crianças em relação a limite e comportamento, e, com essas aulas, percebemos que houve uma melhora no comportamento e no interesse. Tem criança que fala até em ter a música como profissão. Então, esse projeto é muito importante para a gente e para a comunidade também”, afirmou.

Representando a Aldeia Urbana Inamaty Kaxé, o cacique Josvaldo Delfino destacou a experiência das crianças e jovens com a música.

“Meu nome é Josvaldo Delfino, sou cacique da comunidade Aldeia Urbana Inamaty Kaxé. Nós estamos aqui através desse projeto, que também chegou à nossa aldeia e à nossa comunidade, trazendo jovens e crianças para esse grande dia, para que possam se envolver mais com a música. Eles estão gostando muito dessa experiência que estão vivendo. E por que não trazer mais crianças para ingressar nessa música que eles tanto desejam? Quem sabe um dia se tornam profissionais na música ou em algum desses instrumentos que estão ajudando as comunidades”, afirmou.

Rose Mariano, representante da Aldeia Água Bonita, afirmou que o projeto fortalece a formação cultural e artística das crianças indígenas.

“Neste instante, estamos aqui nos preparando com as crianças nesse projeto Madeiras Dedilhadas, que tem o objetivo de trabalhar as crianças nessa questão cultural, o que tem enriquecido também o conhecimento delas na parte artística. Isso nos ajuda a trabalhar também junto às famílias, para que elas possam sair desse momento ocioso. Na aldeia, nós não temos tantas opções de curso, e esse projeto veio nesse processo de crescimento das crianças e adolescentes, que, de repente, podem estar numa faculdade de música ou numa universidade como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Emenda de R$ 300 mil garante instrumentos e professores

O Madeiras Dedilhadas foi lançado oficialmente em fevereiro, na Reitoria da UFMS, com a presença de representantes da universidade, comunidades e instituições parceiras. A iniciativa foi viabilizada por emenda parlamentar de R$ 300 mil do deputado federal Vander Loubet, articulada por Landmark.

Os recursos são destinados à compra de instrumentos, especialmente violões, e ao pagamento de professores que atuam em polos descentralizados de ensino musical coletivo em Campo Grande. A proposta inicial é beneficiar cerca de 200 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

O projeto implanta polos de ensino musical em comunidades, associações, instituições sociais, escolas públicas e aldeias indígenas. O diferencial é que os professores vão até os territórios, evitando que as crianças precisem se deslocar até a universidade para ter acesso ao ensino musical.

Além das aulas, o projeto trabalha inclusão social, fortalecimento cultural, integração entre gerações, desenvolvimento cognitivo, valorização do cancioneiro popular e indígena, além da aproximação das comunidades com a universidade pública.

Cultura como política pública

Para Landmark, o recital mostrou que a cultura deve ser tratada como política pública permanente, especialmente quando chega às periferias, aldeias urbanas e instituições sociais.

“Quando a gente articula recurso para um projeto como esse, não está falando apenas de música. Está falando de pertencimento, autoestima, educação, prevenção e futuro. A cultura chega onde muitas vezes o poder público demorou a chegar. Por isso, nosso mandato segue parceiro da UFMS, das comunidades e de quem acredita que a arte também transforma vidas”, concluiu Landmark.

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