
O vereador Landmark Rios avançou na articulação para levar a Campo Grande o Programa Parada Certa, iniciativa voltada à criação de espaços de apoio para motoristas de aplicativo, entregadores e outros trabalhadores da mobilidade. A proposta foi discutida durante a agenda do ministro Guilherme Boulos na Capital, nesta quinta-feira (17), em uma reunião marcada pela escuta dos trabalhadores e representantes do setor.
O encontro reuniu profissionais que atuam por aplicativos de transporte e contou com a participação de Abílio Borges, consultor da Secretaria-Geral da Presidência da República, que acompanha as discussões sobre iniciativas voltadas à categoria. A agenda permitiu apresentar demandas locais e discutir alternativas para melhorar as condições de quem passa horas trabalhando nas ruas.
Durante a conversa, Boulos destacou as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores e defendeu mudanças na relação com as grandes plataformas. “Nós precisamos equilibrar essa balança. Essa é a briga que nós estamos fazendo e as grandes plataformas não têm sido parceiras”, afirmou o ministro.
Segundo Boulos, uma das propostas defendidas pelo Governo Federal é estabelecer um valor mínimo por quilômetro que considere os custos dos profissionais. “O motorista de Uber, o carro é dele, a gasolina é dele, a manutenção é dele, o trabalho é dele, todo o custo é dele, todo o risco é dele e a Uber vai lá e fica com metade do dinheiro de uma viagem. Não é certo isso, não é justo”, declarou.
A articulação do mandato de Landmark com o Governo Federal já havia avançado antes da visita do ministro. No dia 8 de setembro, o vereador encaminhou à Prefeitura o Ofício nº 201/2026/GAB/LANDMARK, solicitando uma agenda institucional para apresentar o Parada Certa e discutir a possibilidade de implantação do programa em Campo Grande. O documento registra que o mandato já havia participado de reunião com representantes da Secretaria-Geral da Presidência e da Applic-MS para conhecer o funcionamento da iniciativa e os procedimentos necessários para sua implementação.
Entre as condições previstas estão a indicação de uma área pública de pelo menos 500 metros quadrados, adequação da infraestrutura, segurança e manutenção do espaço. Também é necessária a manifestação formal de interesse do município para abertura do processo de adesão.
O Parada Certa já está funcionando em outras cidades brasileiras, como Mauá (SP), Natal (RN), Recife (PE) e Contagem (MG), oferecendo estruturas como banheiros, espaços de descanso, internet, copa e locais para recarga de celulares.
Durante a agenda, Boulos também apresentou iniciativas federais relacionadas aos trabalhadores de aplicativo, entre elas o Move Brasil. O ministro trouxe encaminhamentos sobre essas políticas e ressaltou a importância da mobilização dos trabalhadores, representantes do setor e poder público para que propostas como essas avancem.
Para Landmark, a experiência de outras cidades mostra que Campo Grande também pode discutir a implementação do Parada Certa. O próximo passo é ampliar o diálogo com a Prefeitura e reunir trabalhadores, representantes dos aplicativos e os governos municipal e federal para construir as condições necessárias para que o programa saia do papel na Capital.




