
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi lançado oficialmente em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (17), em Campo Grande, durante ato que contou com a presença do ministro Guilherme Boulos. Com a chegada ao Estado, o movimento passa a atuar oficialmente em seu 21º estado brasileiro, ampliando a organização popular em defesa da moradia digna e da regularização fundiária.
A coordenadora nacional do MTST, Taisa Godoy, destacou a surpresa e a importância da chegada do movimento ao Estado. “Não tinha nenhum sonho de ter o MTST aqui, isso nunca passou pela minha cabeça, mas aconteceu”, afirmou.
A criação do MTST em Mato Grosso do Sul teve a articulação de Abílio Borges, consultor da Secretaria-Geral da Presidência da República, que também participou da organização da agenda de Boulos em Campo Grande. A iniciativa aproximou o movimento das comunidades locais e abriu espaço para novas articulações em torno da pauta habitacional.
O vereador Landmark Rios esteve presente no lançamento e reforçou sua proximidade com a luta do MTST e das comunidades por moradia. O parlamentar já acompanha demandas habitacionais na Capital e tem participado de articulações junto ao Governo Federal, incluindo as tratativas que resultaram na destinação de 208 unidades do Minha Casa, Minha Vida para famílias da comunidade Cidade dos Anjos.
Também participaram da agenda o deputado federal Vander Loubet, o ex-deputado Fábio Trad, Dona Gilda, a deputada federal Camila Jara e a deputada estadual Gleice Jane, além de lideranças comunitárias e representantes do movimento.

Durante o lançamento, Boulos destacou a importância da organização coletiva na luta por direitos. “É uma honra, porque é uma luta coletiva. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto vai completar 30 anos”, afirmou o ministro.
A nova organização do MTST em Mato Grosso do Sul deve atuar principalmente nas demandas relacionadas à moradia e à regularização de comunidades. Entre os locais que já estão no radar do movimento está a comunidade Lolita, onde cerca de 60 famílias aguardam regularização e enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura e ao acesso a serviços básicos.
A chegada do movimento ocorre em um momento de ampliação das discussões sobre habitação popular em Campo Grande. Para Landmark, a organização das comunidades é fundamental para levar suas demandas ao poder público e fortalecer a busca por políticas que garantam moradia digna e segurança para as famílias.
Com a instalação oficial em Mato Grosso do Sul, o MTST inicia uma nova frente de atuação no Estado, mantendo como eixo a mobilização popular e a defesa do direito constitucional à moradia.


