Landmark se junta a moradores contra fechamento do posto de saúde 24h na Coophavila II: ‘A luta continua’

Vereador Landmark participou de protesto com moradores da Coophavilla II. Foto: Pedro Roque
Vereador Landmark participou de protesto com moradores da Coophavilla II. Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) participou nesta terça-feira (23) de uma manifestação realizada em frente ao CRS Dr. Waldeck Fletner de Castro Maia, na Coophavila II, contra a possibilidade de fechamento da unidade de saúde que funciona em regime 24 horas.

O ato reuniu moradores preocupados com os impactos que uma eventual interrupção dos atendimentos provocaria em toda a Região Urbana do Lagoa. A unidade atende famílias da Coophavila II e de bairros como Tarumã, Caiobá e São Jorge da Lagoa, além de outras comunidades próximas.

Idosa e moradora da região, Izabel Cabaleiro fez um apelo pela manutenção do atendimento e lembrou que a unidade é procurada pela população durante todo o dia e também na madrugada.

“Não é só para mim. É para a Coophavila II, para o Tarumã, o Caiobá, o São Jorge da Lagoa. É para toda a Região do Lagoa. Não pode fechar o posto de saúde daqui. Fechem a porta da corrupção, mas não o posto de saúde”, afirmou.

Dona Izabel destacou que crianças, idosos e famílias da região dependem do CRS em horários nos quais não há outras alternativas próximas de atendimento.

“É meia-noite, duas, três ou quatro horas da manhã, a gente precisa e o posto está aqui. Meu bisneto ficou doente à meia-noite e foi atendido aqui. Todo mundo precisa estar neste lugar para defender a unidade”, relatou.

Morador da região e pai de quatro filhos, Ícaro também ressaltou que o posto faz parte da rotina de sua família e da comunidade.

“A importância é muito grande, não só para mim, mas para toda a população da nossa região. Eu tenho quatro filhos e a gente sempre precisa de pediatra, clínico geral e outros atendimentos. Aqui o atendimento é muito bom e rápido. A demanda é muito grande e esse posto não pode fechar”, afirmou.

Ícaro disse ainda que a mobilização é principalmente pelas pessoas que mais dependem da rede pública.

“Eu estou bem hoje, mas a terceira idade precisa muito. As crianças precisam. Se for necessário correr atrás para não fechar, eu vou fazer isso junto com a população”, completou.

Landmark afirmou que o fechamento da unidade representaria um retrocesso para a Coophavila II e aumentaria a pressão sobre outros postos, UPAs e centros regionais que já enfrentam sobrecarga.

“Quando uma unidade fecha, a demanda não desaparece. Ela é transferida para outro posto, para uma UPA ou para um CRS que já está sobrecarregado. Quem paga a conta é o morador, que precisa se deslocar mais, esperar mais e enfrentar ainda mais dificuldade para conseguir atendimento”, declarou.

Segundo o vereador, a Prefeitura precisa apresentar informações claras sobre o futuro do CRS e garantir que nenhuma mudança prejudique a população.

“Não pode haver uma decisão tomada de cima para baixo, sem ouvir quem utiliza o serviço diariamente. O relato da dona Izabel mostra exatamente isso: quando uma criança passa mal durante a madrugada, é esta unidade que atende. Estamos falando de um serviço que protege vidas”, disse Landmark.

Atuação em defesa do SUS

A participação no ato se soma às ações desenvolvidas pelo mandato de Landmark em defesa da saúde pública e contra a terceirização das unidades municipais.

O vereador esteve entre as principais vozes contrárias à proposta de transferir a gestão de unidades de saúde para organizações sociais, incluindo os CRSs Tiradentes e Aero Rancho.

Landmark participou de mobilizações com trabalhadores, usuários do SUS, sindicatos e integrantes do Conselho Municipal de Saúde. Entre as ações realizadas esteve o abraço simbólico ao CRS Tiradentes, organizado em defesa da gestão pública e do fortalecimento da unidade.

Para o parlamentar, terceirizar a gestão não resolve problemas como falta de medicamentos, materiais, equipamentos, profissionais e planejamento.

“O SUS precisa de investimento, estrutura e servidores valorizados. Entregar a gestão para terceiros não é garantia de melhoria e ainda pode dificultar o controle social e a fiscalização dos recursos públicos”, afirmou.

O mandato também tem acompanhado denúncias sobre falta de medicamentos, insumos e condições adequadas de atendimento nas unidades de Campo Grande.

Recursos destinados à saúde

Além da fiscalização, Landmark tem articulado recursos para fortalecer a rede pública municipal.

Por meio do diálogo com a bancada federal, o mandato contribuiu para a destinação de mais de R$ 5 milhões para investimentos na saúde de Campo Grande.

A articulação também levou demandas da rede municipal ao Ministério da Saúde, em Brasília, durante reunião com o secretário municipal de Saúde e o deputado federal Vander Loubet. Entre os pedidos apresentados esteve a ampliação dos recursos para os atendimentos de média e alta complexidade.

Landmark também articulou mais de R$ 300 mil em emendas dos deputados estaduais Pedro Kemp (PT) e Gleice Jane (PT) para a compra de compressores odontológicos e outros equipamentos destinados às unidades municipais.

“Nosso papel é fiscalizar, denunciar quando algo não funciona e também buscar soluções. Temos defendido o SUS nas ruas, na Câmara e por meio da articulação de recursos para melhorar o atendimento”, destacou.

Diálogo com a comunidade

Na semana anterior, Landmark já havia se reunido com representantes da nova diretoria da Associação de Moradores da Coophavila II para ouvir as preocupações sobre o possível fechamento da unidade.

Durante o encontro, a associação pediu apoio para ampliar o diálogo com a Prefeitura e impedir que os moradores ficassem desassistidos. Landmark afirmou que continuará acompanhando o caso e buscando esclarecimentos junto ao Executivo Municipal.

Rolar para cima