Depois de tanta luta, fim da 6×1 dá novo passo no Senado

A luta pelo fim da escala 6×1 deu um passo importante nesta quarta-feira (2). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. Agora, o texto segue para o Plenário do Senado.

A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, prevê a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais. A mudança também estabelece dois dias de repouso por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda a jornada cairia para 42 horas semanais e, depois de 12 meses, chegaria às 40 horas.

Mas a aprovação na CCJ não significa que a escala 6×1 acabou. O próximo passo é a votação no Plenário do Senado, em dois turnos. Para avançar, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação. Se o Senado aprovar o texto sem mudanças, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso. Caso haja alterações, o texto volta para análise da Câmara.

O avanço representa uma conquista para trabalhadores e trabalhadoras que há anos enfrentam jornadas extensas e pouco tempo para descanso, convivência familiar, lazer e cuidado com a própria vida. A discussão também ganha importância para as mulheres, que muitas vezes acumulam a jornada profissional com o trabalho doméstico e de cuidado.

Para o vereador Landmark Rios, a luta por melhores condições de trabalho não pode ficar restrita ao Congresso. Em Campo Grande, o mandato segue ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa de mais direitos, melhores condições e de uma vida que não seja resumida ao trabalho.

O fim da 6×1 avançou, mas a mobilização continua. A aprovação na CCJ abre uma nova etapa e aumenta a responsabilidade de pressionar para que a proposta avance no Plenário e se transforme em uma mudança concreta na vida de milhões de brasileiros.

Em Campo Grande, Landmark reforça que a luta por dignidade, tempo para viver e respeito aos trabalhadores continua.

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