
O vereador Landmark Rios (PT) participou na sexta-feira (22) do lançamento da formação “Saúde Territorial, Vigilância e Participação Social – Pesquisador Popular em Governança Territorial”, realizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. O projeto é promovido pela Fiocruz Brasília em parceria com a UFMS, UFGD e Ministério da Saúde.
O curso terá 800 vagas destinadas a Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE) e lideranças comunitárias de Campo Grande e Dourados, com foco no fortalecimento da atenção primária, da vigilância em saúde e da participação social nos territórios.
Durante o evento, Landmark destacou a importância de fortalecer o SUS nos territórios mais vulneráveis e relacionou o debate à recente mobilização contra a proposta de terceirização das unidades de saúde da Capital.
“Campo Grande vive uma realidade muito dura nas periferias e comunidades. Temos mais de 220 ocupações e favelas, muitas vezes invisíveis para boa parte da cidade. É preciso dar visibilidade a esses problemas e fortalecer o SUS onde o povo mais precisa”, afirmou o vereador.
Defesa da saúde pública e da atenção nos territórios
Na fala durante o lançamento, Landmark ressaltou que agentes comunitários, agentes de endemias e lideranças populares possuem papel fundamental na identificação dos problemas reais enfrentados pela população.
Segundo ele, questões como falta de medicamentos, ausência de saneamento, precariedade habitacional e dificuldade de acesso a serviços públicos precisam estar no centro do debate sobre saúde pública.
“A ausência de moradia digna, de saneamento e até de endereço regular impacta diretamente a saúde das pessoas. Tem comunidade em Campo Grande que não tem nem CEP. Quem está no território conhece essa realidade e precisa ajudar a denunciar essas mazelas”, declarou.
O parlamentar também relembrou a recente tentativa de implantação de um modelo de terceirização nas unidades de saúde dos bairros Aero Rancho e Tiradentes, projeto derrotado na Câmara Municipal após mobilização popular.
“Até pouco tempo estavam tentando terceirizar unidades de saúde em Campo Grande. Nosso mandato esteve vigilante e seguirá defendendo o SUS público, os trabalhadores da saúde e o atendimento à população”, disse.

Formação busca fortalecer participação social
A formação lançada pela Fiocruz prevê carga horária de 80 horas em formato híbrido, combinando atividades presenciais e ensino à distância. Entre os conteúdos abordados estão SUS, atenção primária, vigilância em saúde, participação social, políticas públicas, inteligência territorial e justiça climática.
O projeto conta com investimento total de R$ 2 milhões, viabilizado por meio de emendas parlamentares dos deputados federais Camila Jara e Vander Loubet.
Para Landmark, iniciativas como essa fortalecem a capacidade das comunidades de compreender e enfrentar os problemas dos territórios.
“Precisamos de um SUS presente nos bairros, ouvindo as pessoas, fortalecendo a atenção básica e valorizando quem está na linha de frente cuidando da população”, concluiu.



