Landmark cobra explicações sobre alimentação em UPAs e fila para terapias de autismo

Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde em 2025. Foto: Pedro Roque
Vereador pediu abertura de caixa preta da Saúde em 2025. Foto: Pedro Roque

Em meio à investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre falhas no atendimento da rede pública, o vereador Landmark Rios (PT) encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) cobrando explicações sobre a falta de alimentação para acompanhantes em unidades de saúde e a fila de espera para terapias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A iniciativa surge a partir de relatos recebidos pelo mandato e reforça a atuação de fiscalização do parlamentar sobre a qualidade dos serviços prestados à população.

No documento, Landmark questiona se há previsão de fornecimento de alimentação aos acompanhantes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs), além de cobrar justificativas para a ausência do serviço e possíveis medidas para sua implementação.

O vereador também solicitou dados sobre a fila de espera para terapias voltadas a pessoas com TEA, incluindo número de pacientes, tempo médio de espera e ações previstas para ampliar o atendimento.

“Estamos falando de situações básicas, que impactam diretamente a dignidade das pessoas. Quem está acompanhando um paciente por horas ou dias precisa de condições mínimas. E quem espera por terapia não pode ficar sem resposta”, afirmou.

Falhas já são alvo de investigação

Os questionamentos do vereador se somam à apuração em andamento do MPMS, que investiga o fornecimento de alimentação nas unidades de saúde da Capital.

Relatório técnico elaborado pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsan), a pedido do Ministério Público, apontou uma série de falhas no serviço, como a ausência de café da manhã, oferta limitada de refeições e a falta de alimentação para acompanhantes — inclusive em casos obrigatórios, como idosos e crianças.

O documento também identificou problemas na regularidade dos horários, na estrutura de armazenamento dos alimentos e na adequação das dietas às condições clínicas dos pacientes.

Diante das irregularidades, o MPMS já notificou a Sesau e cobra providências para garantir alimentação adequada e ampliação do serviço.

Fiscalização e debate sobre gestão

Para Landmark, os problemas reforçam que a crise na saúde está ligada à gestão e à falta de estrutura, e não ao modelo público.

O parlamentar tem sido uma das principais vozes da Câmara contra a proposta de terceirização da saúde e alerta para o risco de agravamento de situações como essa.

“Enquanto falta o básico dentro das unidades, querem mudar o modelo de gestão. O problema não é falta de privatização. É falta de organização, de investimento correto e de respeito com quem está na ponta”, pontuou.

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