
Sem endereço, sem acesso a serviços básicos e invisíveis para o poder público. Essa é a realidade de dezenas de famílias da comunidade Lolita, visitada pelo vereador Landmark Rios (PT) na terça-feira (14), na região do Indubrasil, em Campo Grande.
A agenda teve como foco ouvir os moradores e discutir a inclusão da área no programa CEP para Todos, iniciativa do governo federal que busca garantir endereçamento oficial às comunidades e ampliar o acesso a políticas públicas.
Durante a visita, Landmark destacou que o CEP é um passo fundamental para garantir direitos básicos.
“Quando uma comunidade não tem CEP, ela simplesmente não existe para o Estado. E sem existir, não chega saúde, não chega assistência, não chega política pública. Dar CEP é dar dignidade”, afirmou.
Realidade dura
A situação enfrentada pelos moradores foi relatada de forma contundente por Heloísa Fernandes, liderança da comunidade.
“Aqui mora mais ou menos 57 famílias. Falta médico, não temos água encanada, não temos luz — tudo aqui é gato. A gente quer apoio para ter uma moradia digna. Hoje tem gente que busca água de balde, de carriola, gastando gasolina. A esperança é ter uma água limpa, uma luz de verdade, sem risco de queimar os aparelhos”, relatou.
Articulação com o governo federal
A visita ocorre poucos dias após o vereador participar, no dia 31 de março, de uma reunião no escritório da deputada federal Camila Jara (PT), em Campo Grande, com representantes do Ministério das Cidades, IBGE e lideranças comunitárias.
Na ocasião, Landmark solicitou oficialmente a inclusão das comunidades da Capital no programa CEP para Todos, destacando que a ausência de endereçamento impede o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e programas sociais.
Atualmente, Campo Grande já conta com 27 favelas com CEP gerado, dentro da estratégia nacional, mas o processo ainda está em expansão.
O programa também integra ações mais amplas do governo federal, como o Periferia Viva, que reúne investimentos em urbanização, regularização fundiária e melhoria das condições de vida nas comunidades.
Combate à invisibilidade
Para Landmark, o desafio vai além da infraestrutura: é garantir visibilidade para quem historicamente ficou à margem.
“A favela em Campo Grande está escondida. E enquanto estiver escondida, não chega política pública. Nosso trabalho é colocar essas comunidades no mapa, no orçamento e nas prioridades do poder público”, destacou.



